O governo federal destinou R$ 3,3 bilhões para concursos públicos e novas contratações em 2026, conforme o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado ao Congresso Nacional no dia 29 de agosto.
Desse total, R$ 1,5 bilhão está reservado para despesas primárias no Poder Executivo, enquanto R$ 1,8 bilhão será voltado à educação, especialmente para os novos Institutos Federais. O PLOA prevê a abertura de 11.382 vagas na administração pública federal.
De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação, os recursos englobam diferentes situações: vagas de concursos já autorizados, provimentos adicionais, nomeações de concursos em andamento, como o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2) e concursos da Polícia Federal, além de futuras autorizações que ainda estão em estudo.
O Governo também prevê impacto direto na folha de pagamento do funcionalismo. As despesas primárias com pessoal devem passar de R$ 315 bilhões em 2025 para R$ 350,4 bilhões em 2026, considerando reajustes, reestruturações de carreiras e as novas contratações previstas.

Concurso Público Nacional Unificado
A segunda edição do CPNU reúne parte das vagas previstas no orçamento de 2026. Desse total (11.382), o certame oferece 3.652 oportunidades, distribuídas em 32 órgãos e entidades federais.
O processo seletivo atraiu 761.528 inscrições, vindas de candidatos em 4.951 municípios brasileiros. As provas objetivas serão aplicadas em 5 de outubro, enquanto as discursivas estão marcadas para 7 de dezembro, em 228 cidades de todos os estados e no Distrito Federal.
As vagas estão organizadas em nove blocos temáticos. Nesse modelo unificado, cada candidato escolhe um bloco e pode indicar a ordem de preferência entre cargos e órgãos, concorrendo a mais de uma vaga conforme o desempenho nas provas.
Próximos passos do orçamento
Após o envio ao Congresso, o PLOA 2026 será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), que definirá o calendário de votação. Segundo o presidente da comissão, senador Efraim Filho, a expectativa é de aprovar a Lei Orçamentária Anual (LOA) até 22 de dezembro, prazo que marca o fim do ano legislativo.
Caso o texto não seja votado, o Congresso não pode entrar oficialmente em recesso até concluir a apreciação.
Além da previsão para concursos e contratações, o orçamento projeta salário mínimo de R$ 1.631 em 2026, reajuste de 7,45% em relação ao valor atual, e estabelece meta de superávit primário de 0,25% do PIB (R$ 34,3 bilhões).
O valor global estimado é de R$ 6,5 trilhões, com destaque para R$ 245,5 bilhões destinados à Saúde e R$ 133,7 bilhões à Educação, em cumprimento aos pisos constitucionais. Também estão previstos investimentos do Novo PAC e aportes em áreas estratégicas como segurança pública, ciência, tecnologia e meio ambiente.
