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Câmara aprova projeto que limita jornada de trabalho de policiais e bombeiros a 144 horas mensais

Proposta prevê banco de horas para trabalho excedente e segue agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5967/2023, que limita a jornada de trabalho de policiais e bombeiros militares a 144 horas mensais em todo o país. De autoria do deputado Sargento Portugal (Pode-RJ) e outros parlamentares, o texto foi aprovado com alterações e segue agora para análise do Senado Federal.

O projeto altera o Decreto-Lei 667/1969, norma que organiza as corporações militares estaduais e busca padronizar regras sobre carga horária, atualmente definidas por legislações estaduais.

Na prática, a medida busca padronizar a carga horária das corporações em todo o país e evitar jornadas excessivas, uma demanda antiga de policiais e bombeiros militares.

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Jornada de trabalho de policiais e bombeiros: como fica

Pelo texto aprovado, a jornada regular desses profissionais será limitada a:

  • 144 horas mensais em regime comum de trabalho
  • 192 horas mensais para escalas com plantões de 24 horas

A ampliação no segundo caso ocorre devido à natureza específica das atividades, que exigem turnos prolongados e atuação contínua das corporações.

Banco de horas para policiais e bombeiros: como funcionará

O projeto também cria regras para compensação de horas extras:

  • O tempo trabalhado além do limite mensal deverá ser registrado em banco de horas
  • Horas extras realizadas em domingos e feriados serão contabilizadas em dobro
  • O objetivo é evitar jornadas excessivas sem compensação adequada

Convocações extraordinárias

A convocação compulsória para turnos adicionais ficará restrita a situações excepcionais, como:

  • Estado de sítio
  • Estado de defesa
  • Estado de guerra
  • Calamidade pública
  • Intervenção federal

A medida busca impedir o uso recorrente de escalas extraordinárias fora de contextos emergenciais.

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Debate entre parlamentares

Durante a votação, parlamentares favoráveis ao projeto argumentaram que a proposta corrige distorções históricas e melhora as condições de trabalho dos profissionais de segurança pública.

O relator, deputado Coronel Meira (PL-PE), afirmou que a ausência de uma regra nacional permitia jornadas excessivas, comprometendo a saúde física e mental dos agentes. Segundo ele, a medida fortalece a segurança pública ao garantir condições mais dignas de trabalho.

Por outro lado, houve ressalvas quanto à constitucionalidade da proposta. O deputado Helder Salomão (PT-ES) destacou que a competência para legislar sobre policiais e bombeiros militares é dos estados, embora tenha manifestado apoio ao mérito da iniciativa.

Próximos passos

Após aprovação na Câmara, o projeto segue para o Senado Federal, onde ainda poderá sofrer alterações antes de eventual sanção presidencial.

A mudança pode afetar diretamente a rotina de trabalho de milhares de policiais e bombeiros em todo o país. Se aprovado em definitivo, o texto poderá impactar a organização das escalas de trabalho nas polícias militares e corpos de bombeiros, padronizando regras que hoje variam entre os estados.

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