De acordo com o portal G1, um casal foi preso em flagrante no domingo (18) suspeito de fraudar o concurso da Guarda Civil Municipal (GCM) de Itanhaém, no litoral de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a mulher teria utilizado inteligência artificial (IA) para consultar as respostas da prova e transmiti-las ao companheiro por meio de um ponto eletrônico.
Os suspeitos, de 40 e 33 anos, foram detidos durante a aplicação do exame, em uma escola municipal da cidade. Após o pagamento de fiança de R$ 5 mil cada, ambos foram liberados e responderão ao processo em liberdade.

Como a fraude no concurso GCM Itanhaém foi descoberta?
A suspeita surgiu durante a aplicação da prova, realizada na Escola Municipal Bernardino de Souza Pereira, no bairro Corumbá. Fiscais identificaram um comportamento considerado suspeito em um dos candidatos e acionaram a Polícia Militar.
De acordo com o boletim de ocorrência, Natanael da Silva Gomes, de 33 anos, levava repetidamente uma das mãos ao ouvido, de onde parecia vir uma voz feminina. Embora o detector de metais não tenha identificado inicialmente o equipamento, os agentes perceberam uma lesão no ouvido do candidato.
Questionado, ele confessou que havia introduzido um ponto eletrônico no ouvido e foi encaminhado ao hospital para a retirada do dispositivo.
Como o casal teria utilizado inteligência artificial na prova?
Segundo as informações registradas na ocorrência, o candidato se comunicava com a esposa por meio do equipamento eletrônico. Ela estava em um carro estacionado nas proximidades da escola, onde foram encontrados outros dispositivos, incluindo um aparelho semelhante a um cartão bancário com entrada para chip telefônico.
Márcia Maria do Carmo Nunes da Silva afirmou à polícia que concluiu a prova e deixou o local com o caderno de questões após cumprir o tempo mínimo de permanência permitido. Em seguida, teria consultado as questões com auxílio de inteligência artificial e transmitido as respostas ao companheiro.
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Qual é a situação dos suspeitos?
O casal foi preso em flagrante pelo crime de fraude em certames de interesse público. Após o pagamento de fiança de R$ 5 mil por pessoa, os dois foram liberados.
Os suspeitos foram indiciados e responderão pelo crime em liberdade.
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