Você sabe o que faz um escrevente? Esse é um dos cargos mais populares entre os concursos públicos, especialmente em seleções para o Tribunal de Justiça. O escrevente TJ do TJ é o foco de milhares de concurseiros que buscam estabilidade, boa remuneração e a chance de atuar no maior tribunal do mundo!
E não é para menos: o salário inicial de escrevente do TJ SP, por exemplo, é de R$ 6.043, e o cargo exige apenas o nível médio, sendo uma excelente porta de entrada para o serviço público. Além disso, existem alguns tipos de escrevente, como escrevente de cartório, que atuam fora da esfera judicial e apresentam salários bastante competitivos, dependendo da região e da arrecadação da unidade.
Se você tem interesse em prestar um concurso para escrevente, mas ainda tem dúvidas sobre o que faz esse profissional, como é a rotina de trabalho, quais são os requisitos, as áreas de atuação e qual o real potencial de ganhos, continue lendo!
Qual a função de um escrevente?
As funções de um escrevente são voltadas para o suporte administrativo do Tribunal. De acordo com o edital do concurso TJ SP de 2024, o escrevente é responsável por:
- Executar atividades relacionadas à organização dos serviços que envolvam funções de suporte técnico e administrativo às unidades do Tribunal de Justiça;
- Dar andamento a processos judiciais e administrativos;
- Atender ao público interno e externo com cordialidade e eficiência;
- Elaborar, digitar e conferir documentos, como certidões, mandados e ofícios;
- Controlar a guarda e o uso do material de expediente;
- Manter-se atualizado quanto à legislação pertinente à área de atuação e às normas internas do TJ.
Suas responsabilidades podem variar dependendo do contexto e do país em que trabalham, mas geralmente envolvem tarefas administrativas e de suporte dentro de tribunais, cartórios ou escritórios de advocacia.
Qual a diferença entre escrevente e escrivão?
Apesar dos nomes parecidos, escrevente e escrivão são profissionais com funções, responsabilidades e áreas de atuação distintas.
O escrevente atua em cartórios judiciais ou extrajudiciais, como nos Tribunais de Justiça ou cartórios de notas. Sua função é prestar suporte técnico e administrativo, elaborando documentos, organizando processos, atendendo o público e garantindo o bom funcionamento das rotinas internas da unidade.
Um exemplo de carga bastante procurado é o escrevente do TJ SP, que trabalha diretamente com juízes, promotores e advogados no trâmite de ações judiciais no Estado de São Paulo.
Já o escrivão, especialmente no contexto policial, é o responsável por garantir que todas as etapas do trabalho investigativo estejam formalmente documentadas e juridicamente válidas. Ele atua como a base técnica dos inquéritos e procedimentos policiais, trabalhando diretamente com delegados e agentes.
Entre as principais atribuições do escrivão, estão:
- Lavrar termos, autos e mandados
- Preparar e remeter inquéritos policiais
- Cumprir prazos processuais
- Controlar objetos apreendidos e fianças
- Acompanhar diligências externas
- Organizar e arquivar toda a documentação dos procedimentos
- Executar tarefas administrativas e operacionais ligadas à investigação
Escrevente exige apenas nível médio?
A exigência de nível médio para o cargo de escrevente técnico judiciário é comum em diversos Tribunais de Justiça estaduais, mas não é uma regra universal. Cada tribunal possui autonomia para definir os requisitos para seus cargos, incluindo o de escrevente.
Os tribunais de Justiça de São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro, por exemplo, exigem o nível médio completo como requisito. Já o TJ de Goiás, por exemplo, exige nível superior. Por isso, é fundamental consultar o edital específico de cada concurso para verificar os requisitos estabelecidos.
Para o concurso do TJ SP, além da escolaridade, também é necessário:
- Ter mais de 18 anos
- Estar em dia com as obrigações eleitorais e militares (no caso de homens)
- Não possuir antecedentes criminais
- Ser aprovado em todas as etapas do concurso
Qual é o salário de escrevente?
A remuneração do escrevente varia de acordo com o estado e o órgão empregador. Como mencionado, o salário de escrevente TJ SP fica em torno de R$ 6.043,54, podendo chegar a mais de R$ 7.300 com a inclusão de benefícios e gratificações, como o auxílio-alimentação (em torno de R$ 1.760), auxílio-saúde (valor é variável de acordo com a idade, sendo R$624 para o primeiro nível e R$1.068 para o último) e auxílio-transporte (R$14 por dia trabalhado presencialmente).
Em outros estados, o salário como escrevente técnico judiciário pode variar:
- TJ-SP (São Paulo): R$ 6.043,54
- TJ-SC (Santa Catarina): R$ 5.515,07 a R$ 9.493,61
- TJ-RJ (Rio de Janeiro): R$ 5.685,54
- TJ-MG (Minas Gerais): R$ 3.264,98 a R$ 5.113,09
- TJ-PR (Paraná): R$ 9.251,00
- TJ-BA (Bahia): R$ 3.725,10
- TJ-PE (Pernambuco): R$ 5.858,86
- TJ-GO (Goiás): R$ 5.200,37
- TJ-MS (Mato Grosso do Sul): R$ 7.148,63
Quantas horas trabalha um escrevente do TJ?
De acordo com o Regulamento Interno dos Servidores do TJ SP, a jornada de trabalho de um escrevente TJ SP é de 40 horas semanais, geralmente distribuídas em 8 horas por dia, de segunda a sexta-feira.
Quais as etapas para se tornar um escrevente?
Tomando como referência o concurso do TJ SP para escrevente, as etapas são:
- Primeira etapa: prova objetiva
A prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, é composta por 100 questões de múltipla escolha e tem pontuação de 0 a 10 pontos
O conteúdo é dividido em três blocos:
- Bloco I – Língua Portuguesa
- Bloco II – Conhecimentos em Direito
- Bloco III – Conhecimentos Gerais (Atualidades, Informática e Matemática)
A prova tem duração de 5 horas, e o candidato será considerado habilitado se alcançar nota igual ou superior a 5 pontos no total dos três blocos.
- Segunda etapa: prova prática de formatação e digitação
A prova prática consiste em uma atividade de digitação e formatação de texto. Nessa etapa, o candidato deverá copiar um texto impresso com cerca de 1.800 caracteres em microcomputador com sistema Windows e teclado padrão ABNT 2.
Essa etapa também é eliminatória, com pontuação de 0 a 10 pontos, sendo necessário obter nota mínima de 5 pontos para ser aprovado.
Como se preparar para concurso de Escrevente
Se você está se preparando para concursos de nível médio, como o de Escrevente do TJ, o curso A BASE foi criado sob medida para transformar seus estudos em uma jornada mais eficiente, organizada e focada em resultados.
Com cronogramas diários que orientam exatamente o que estudar a cada dia — incluindo videoaulas de 50 minutos, resumos, legislação, informativos e questões comentadas —, a plataforma oferece uma verdadeira imersão no conteúdo.
São mais de 60.000 questões disponíveis para prática, simulados personalizáveis e um caderno de erros inteligente, que permite revisar seus pontos fracos com anotações próprias. Tudo isso aliado a uma comunidade de apoio e um conteúdo 100% alinhado aos principais editais jurídicos, como o da OAB e áreas essenciais para concursos de tribunais.
