Cinco candidatos do concurso da Polícia Militar do Tocantins (PMTO) foram eliminados após suspeitas de fraude na primeira fase da seleção. Os editais com as exclusões foram publicados no Diário Oficial do Estado. Entre os envolvidos, há candidatos aos cargos de soldado e cadete.
De acordo com a comissão organizadora, a decisão foi tomada com base em “elementos concretos” que indicam uso de documentos falsos e adulteração de dados para obtenção de vantagem indevida no certame.
Esquema de fraude envolvia substituição de candidatos
As investigações da Polícia Civil apontam que o esquema utilizava os chamados “pilotos” — pessoas contratadas para fazer as provas no lugar dos candidatos inscritos. Há indícios de que valores de até R$ 50 mil eram pagos pelo serviço ilegal.
A fraude foi identificada por meio da análise de digitais e assinaturas, que apresentaram inconsistências entre os candidatos inscritos e quem efetivamente realizou as provas.
Além dos candidatos, também são investigados três suspeitos de integrar o esquema, incluindo um policial rodoviário federal, um agente socioeducativo e um ex-policial militar.

Concurso da PMTO segue em andamento
Apesar das irregularidades identificadas, tanto a Polícia Militar quanto a banca organizadora, a Fundação Getulio Vargas (FGV), afirmaram que os casos são pontuais e não comprometem a lisura do concurso.
Segundo as instituições, não houve vazamento de provas nem contaminação do certame. A seleção segue normalmente e ainda não houve convocações.
O caso acende um alerta para candidatos sobre os riscos de irregularidades em concursos públicos, que podem resultar em eliminação e responsabilização criminal.
Veja também: Concursos policiais previstos para março de 2026: veja editais confirmados e seleções em preparação
Detalhes do concurso da PMTO
O concurso da Polícia Militar do Tocantins registrou mais de 34 mil inscritos e oferece:
- 600 vagas para soldados
- 60 vagas para aspirantes a oficiais
Os salários iniciais variam entre R$ 2.881,53 e R$ 10.842,13, a depender do cargo.
Investigação continua
As autoridades afirmam que medidas já foram adotadas para preservar a transparência e a lisura do concurso. As apurações continuam e podem levar à responsabilização de outros envolvidos.
O caso segue em análise e não se descartam novas eliminações. A orientação é que os candidatos acompanhem as atualizações oficiais e fiquem atentos às regras previstas no edital.
Confira a nota da Polícia Militar do Tocantins
A Polícia Militar do Tocantins informa que, ao identificar indícios de possíveis irregularidades relacionadas à conduta de alguns candidatos inscritos no concurso público da Corporação, adotou imediatamente as providências administrativas e institucionais cabíveis para resguardar a legalidade e a lisura do certame.
A situação foi detectada no âmbito da Comissão Organizadora do Concurso da Polícia Militar, que procedeu à análise preliminar das informações e realizou o compartilhamento dos dados com a Polícia Civil do Estado do Tocantins, possibilitando a adoção das medidas investigativas pertinentes pelos órgãos competentes.
A atuação institucional teve como objetivo garantir a transparência do processo seletivo e preservar a integridade do concurso público, reforçando o compromisso da Polícia Militar com a legalidade, a ética e a seleção de profissionais qualificados para o serviço público.
A Polícia Militar do Tocantins destaca que as suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo.
A Corporação permanece colaborando com as investigações em andamento e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a confiança da sociedade tocantinense em seus processos institucionais.
O caso segue sob apuração pelos órgãos competentes.
Confira a nota da FGV
A Fundação Getulio Vargas (FGV) tem atuado em cooperação com a PMTO, fornecendo as informações necessárias para a adequada apuração dos fatos.
As suspeitas dizem respeito a condutas individuais, sem impacto sobre o conjunto do certame. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência e a integridade de seus processos.
Confira a nota da Sejus do Distrito Federal
A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (SEJUS-DF) informa que acompanha com rigor a situação envolvendo o suposto envolvimento de um agente socioeducativo em uma operação policial deflagrada no estado do Tocantins.
Ressaltamos que o caso já foi encaminhado preventivamente à Controladoria Setorial da SEJUS para a apuração dos fatos. A Secretaria reitera seu compromisso com a ética e a transparência pública, assegurando que, caso o envolvimento do servidor seja formalmente confirmado, todas as providências administrativas cabíveis serão rigorosamente adotadas, respeitando o devido processo legal.
