miniblack cérebro
Início Notícias Aos 37 anos, com filho pequeno e superando um tumor, ela achou que era tarde; hoje, celebra a aprovação no ENAM

Aos 37 anos, com filho pequeno e superando um tumor, ela achou que era tarde; hoje, celebra a aprovação no ENAM

Daiane da Silveira Brum conciliou maternidade, tratamento de um tumor e rotina intensa de trabalho para conquistar a aprovação no ENAM 2026.1

A trajetória até a magistratura raramente é linear. Para a gaúcha Daiane da Silveira Brum, de 38 anos, assistente de juiz no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), o caminho foi marcado por dificuldades financeiras, maternidade, uma grave doença e muitos recomeços.

Ainda assim, ela conquistou um importante marco rumo ao sonho de ser juíza: a aprovação no ENAM 2026.1, com 58 acertos.

Aluna do Magistrar, Daiane conta que a conquista veio após menos de um ano de preparação efetiva e muita disciplina para aproveitar cada minuto disponível.

O sonho da magistratura nasceu ainda na escola

Natural de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul, Daiane cresceu em uma família humilde. Filha de professora e agricultor, aprendeu desde cedo que a educação seria o caminho para transformar sua realidade.

“O incentivo da minha mãe para estudar sempre foi muito forte. Ela dizia que era através dos estudos que poderíamos mudar de vida.”

Ainda no ensino médio, uma professora de Química, que também era advogada, despertou nela a ideia de seguir carreira jurídica.

“Ela sempre dizia que eu deveria fazer Direito e ser juíza, porque eu tinha um senso muito grande de justiça.”

Graças ao desempenho no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), Daiane conquistou uma bolsa integral pelo ProUni e cursou toda a graduação em Direito sem custos.

Formou-se em 2010 e rapidamente iniciou sua trajetória no serviço público, sendo aprovada primeiro no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, depois na Defensoria Pública Estadual e, desde 2015, atua no TRT da 4ª Região.

Um sonho interrompido e retomado anos depois

Durante alguns anos, Daiane direcionou os estudos para a carreira de defensora pública. Porém, em 2018, ao assumir a função de assistente de juiz na Justiça do Trabalho, acabou priorizando as novas responsabilidades profissionais.

Pouco tempo depois vieram novas mudanças. Em 2020 nasceu seu filho Henrique. Dois anos mais tarde, quando ele tinha apenas um ano e dois meses, Daiane recebeu um diagnóstico que mudaria completamente sua rotina.

Ela descobriu um tumor avançado na tireoide e precisou passar por cirurgia de urgência, seguida de tratamento ao longo de todo o ano de 2022.

Após a recuperação, acreditava que o sonho da magistratura já havia ficado para trás.

“Eu pensava que não era mais para mim. Já estava com 37 anos, tinha um filho pequeno, era divorciada e não tinha rede de apoio, porque minha família mora longe.”

A inspiração veio através de outra aprovada

Foi em 2025 que tudo mudou.

Ao assistir a um vídeo da juíza Tatiane Puchareli comemorando sua aprovação ao lado dos filhos, Daiane voltou a acreditar que também poderia alcançar esse objetivo.

Ela pesquisou a trajetória da magistrada e descobriu que sua preparação havia sido feita no Magistrar.

“Também encontrei relatos de várias mulheres aprovadas, muitas delas mães, algumas até com bebês recém-nascidos. Aquilo me mostrou que talvez ainda fosse possível.”

Como já atuava diariamente elaborando minutas de sentenças trabalhistas, percebeu que a magistratura do trabalho era um caminho natural para sua carreira.

Foi então que decidiu ingressar na mentoria do Magistrar e retomar definitivamente o projeto de se tornar juíza.

A primeira tentativa terminou antes mesmo da prova

Nem tudo aconteceu como o esperado. No primeiro ENAM em que se inscreveu, Daiane acabou sendo eliminada antes mesmo da aplicação da prova por um erro no processo de inscrição.

Ela esqueceu de enviar o diploma exigido no edital. “Fiquei muito triste porque nem consegui fazer a prova.”

Na edição seguinte, o ENAM 2025.2, veio uma nova frustração. Apesar da intensa preparação, faltaram apenas cinco questões para alcançar a aprovação.

“Foi decepcionante, porque eu tinha estudado muito. Mas entendi que Deus sabe o momento certo e que a gente precisa ter resiliência.”

Estudo em pequenos intervalos fez a diferença

Determinada a não desistir, Daiane se inscreveu para o ENAM 2026.1 sem comentar com ninguém. A rotina continuava extremamente apertada.

Com o trabalho intenso no gabinete, conseguia estudar apenas entre duas e três horas por dia. Mesmo assim, transformou qualquer intervalo livre em oportunidade de aprendizado. Durante o dia, priorizava a leitura da lei seca.

Enquanto realizava as tarefas domésticas, aproveitava para ouvir as aulas do curso. Quando o filho dormia, fazia questões.

“Eu aproveitava esse tempo curto pra ler a lei seca. Também ia ouvindo as aulas enquanto fazia o serviço de casa, enquanto lavava a louça, pendurava a roupa, limpava a casa”, conta com bom humor.

Já aos sábados, período em que Henrique ficava com o pai, reservava várias horas para realizar simulados, seguindo a metodologia orientada pelo professor Alexandre Piovesan.

“No dia da prova eu lembrava de muitas explicações dos professores, inclusive da Revisão de Véspera. O curso é muito direcionado para o ENAM e para o perfil da FGV.”

O resultado veio na segunda prova que efetivamente realizou. Mesmo com pouco tempo disponível para estudar, foi aprovada com 58 acertos, alcançando a habilitação no exame.

Entrar na Comunidade Lei Seca

Gratuito • Acelere sua aprovação

Recursos do Magistrar foram decisivos na aprovação

Segundo Daiane, diversos recursos oferecidos pelo Magistrar fizeram diferença ao longo da preparação.

Entre os principais destaques estão:

  • aulas dos professores Mônica Queiroz e Eduardo Santos;
  • revisão de véspera;
  • Comunidade Lei Seca;
  • simulados periódicos;
  • metodologia totalmente direcionada ao ENAM e à banca FGV.

“Mesmo a prova sendo bem difícil e com pouco tempo que eu tinha, consegui passar no segundo ENAM que fiz e com menos de um ano de estudo efetivo”, comemora. Ela também menciona a ferramenta Cérebro, que, segundo ela, “ficou ainda mais fácil estudar”.

Persistência foi o diferencial

A história de Daiane demonstra que a aprovação em concursos públicos nem sempre depende de uma rotina perfeita ou de muitas horas diárias de estudo.

Mesmo conciliando trabalho em tempo integral, maternidade, responsabilidades domésticas e tendo superado um tratamento contra o câncer, ela conseguiu transformar pequenos períodos livres em preparação consistente.

Sua trajetória reforça uma das principais lições para quem busca a aprovação no ENAM: persistência, organização e estudo direcionado podem fazer toda a diferença para alcançar a magistratura.

Leia também: Como revisar para concursos jurídicos? Alexandre Piovesan revela método em aula gratuita

Este conteúdo foi útil?

Compartilhe este conteúdo