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Após quatro reprovações, procurador reorganiza os estudos e conquista aprovação no ENAM

Alexandre Rocha, de 29 anos, fez 60 pontos no ENAM 2026.1 após mudar a preparação e passar a estudar com mais organização e direcionamento

A aprovação no Exame Nacional da Magistratura (ENAM) 2026.1 marcou uma nova etapa na preparação de Alexandre Rocha, de 29 anos. Procurador do Município de Igarapé-Miri, no Pará, ele alcançou 60 pontos após quatro tentativas anteriores e mudanças na forma de organizar os estudos.

Formado em Direito em 2019 e pós-graduado em Direitos Humanos, Alexandre estuda para concursos públicos há cinco anos. Ele tomou posse como procurador municipal em 2025 e, atualmente, tem a Magistratura como principal objetivo, além de considerar concursos para o Ministério Público e outras carreiras jurídicas. Aluno do Vitalícia Magistrar, ele encontrou na plataforma uma forma de centralizar a preparação, com aulas, legislação e informativos de jurisprudência.

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Quatro reprovações até a aprovação no ENAM

Antes de conseguir a habilitação, Alexandre enfrentou dificuldades para estruturar a preparação. Nas duas edições do ENAM realizadas em 2025, por exemplo, ficou próximo da pontuação necessária, mas não conseguiu alcançar a nota de corte.

Na primeira prova, fez 53 pontos e não teve aumento da pontuação após o gabarito definitivo. Na segunda, chegou ao exame sob a pressão de alcançar a nota necessária, especialmente porque um edital de Magistratura estadual havia sido anunciado, mas novamente não conseguiu a pontuação exigida.

Depois da segunda tentativa em 2025, Alexandre chegou a interromper os estudos por alguns meses e considerou mudar de carreira. A decisão de voltar ao ENAM veio com a intenção de corrigir os erros acumulados nas quatro edições anteriores das quais havia participado.

“Eu decidi fazer o primeiro ENAM de 2026 justamente para tentar corrigir os erros que eu tinha cometido nas quatro edições anteriores”, contou em entrevista a equipe de jornalismo do Magistrar.

Segundo ele, o principal problema estava na organização. Antes de conhecer melhor os métodos de preparação, definia disciplinas e dias de estudo, mas perdia tempo decidindo o que deveria fazer em cada momento.

“Eu não tinha uma organização de verdade, não tinha um cronograma. Eu colocava as disciplinas e os dias, mas, no dia, acabava perdendo muito tempo decidindo o que estudar e como estudar”, explicou.

A dificuldade também aparecia na atualização de jurisprudência. Muitas vezes, Alexandre deixava os informativos para o final da preparação e acabava descobrindo decisões importantes somente quando elas eram cobradas na prova.

Leia também: Matérias ENAM 2026.2: o que cai na prova e como estudar para 80 questões

Dos conteúdos gratuitos a uma preparação mais direcionada

Alexandre conheceu a Magistrar após a prova do ENAM de 2025, quando procurou vídeos de professores comentando as questões do exame. Durante as correções, percebeu que diversos assuntos cobrados já haviam aparecido em revisões e materiais disponibilizados pela plataforma.

Para a preparação do ENAM 2026.1, passou a acompanhar as transmissões sobre a prova e praticamente todas as revisões. Também utilizou o 500 Dicas para o ENAM, que, segundo ele, foi importante para direcionar a revisão aos assuntos mais recorrentes.

“Isso me ajudou muito na reta final, principalmente para consolidar aquilo que eu já sabia e revisar os pontos em que eu ainda tinha dificuldade”, afirmou.

Entre os materiais utilizados, Alexandre destacou as aulas e revisões de Bruno Beti, Mônica Queiroz e do professor Alexandre. Para ele, os conteúdos ajudaram a identificar os temas que não poderiam ser deixados de lado e facilitaram a revisão de Lei Seca e jurisprudência.

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“Os PDFs eram muito focados no que a banca realmente cobrava e, ao mesmo tempo, eram materiais que eu conseguia entender já na primeira leitura”, relatou.

Depois do ENAM, Alexandre decidiu que precisava de uma preparação mais completa para as próximas etapas da carreira. Ele conta que manter diferentes assinaturas de plataformas dificultava a organização dos estudos e a definição de um caminho de preparação.

Foi então que optou pela assinatura completa da Magistrar, que reunia aulas, legislação e informativos de jurisprudência em uma única plataforma.

“Eu não precisava mais ficar procurando o que estudar ou tentando descobrir o que era mais importante. Estava tudo em um só lugar”, explicou.

A mudança também facilitou o acompanhamento da legislação e dos informativos. Segundo Alexandre, os materiais apresentavam indicações de relevância e comentários, enquanto as aulas eram atualizadas de acordo com novas legislações e entendimentos dos tribunais.

Questões todos os dias e estudo antes ou depois do trabalho

Para o ENAM 2026.1, Alexandre iniciou a preparação em janeiro. A estratégia passou a incluir resolução diária de questões, leitura de Lei Seca e o estudo de duas disciplinas por dia.

Ele não estabeleceu um número fixo de horas. Em vez disso, preferiu estudar até concluir o conteúdo que havia definido para aquele dia.

A rotina precisou ser adaptada ao trabalho como procurador municipal. Em alguns dias, estudava nas primeiras horas da manhã; em outros, depois do expediente.

Com a preparação mais direcionada, Alexandre percebeu uma mudança na forma de resolver as questões. Ele passou a identificar com mais facilidade as pegadinhas e a reconhecer quando uma pergunta exigia conhecimento literal da legislação ou determinada interpretação jurídica.

“Eu comecei a perceber uma evolução na minha pontuação. Parei de cair tanto nas pegadinhas e de errar questões de lei seca. Também passei a ter mais segurança para identificar o assunto e entender como ele estava sendo cobrado”, contou.

A prova que confirmou a preparação

No dia do ENAM 2026.1, Alexandre buscou manter a tranquilidade e confiar na preparação feita nos meses anteriores.

“Eu fui para a prova, orei e confiei na preparação. Tentei fazer a prova com calma”, relatou.

A sensação após o exame também foi diferente das experiências anteriores. Segundo Alexandre, normalmente ele deixava as provas sem saber se havia conseguido um bom resultado. Desta vez, saiu com a percepção de que havia conseguido fazer o melhor possível e de que os conteúdos estudados estavam presentes na avaliação.

Na noite da prova, utilizando o gabarito extraoficial, calculou que havia ultrapassado os 56 pontos necessários. O resultado preliminar confirmou a pontuação de 60 pontos, posteriormente mantida no resultado definitivo.

A aprovação encerrou um ciclo de tentativas e passou a orientar a próxima etapa da preparação. Agora, o objetivo de Alexandre continua sendo a Magistratura.

A habilitação no ENAM não encerrou a rotina de estudos. Para Alexandre, a experiência serviu também para definir quais hábitos devem permanecer na preparação para os próximos concursos.

Entre as prioridades estão a leitura constante de Lei Seca e informativos, a resolução diária de questões e a identificação dos assuntos mais cobrados pelas bancas.

Para ele, uma das principais mudanças proporcionadas pela preparação foi a possibilidade de otimizar o tempo. Em vez de gastar parte da rotina procurando materiais, aulas ou temas relevantes, passou a concentrar os estudos em uma estrutura já organizada.

“Hoje eu consigo otimizar muito mais o meu tempo e diminuir aquela ansiedade de ter um volume enorme de conteúdo de concurso de carreira jurídica para estudar”, afirmou.

Conselhos para quem ainda não passou

Ao olhar para o próprio caminho até a aprovação, Alexandre afirma que teria dado mais atenção à Lei Seca e à revisão por meio de questões desde o início. Para ele, esses dois pontos ajudam a consolidar o conteúdo e evitam que o candidato precise voltar constantemente ao começo do edital ou reiniciar a preparação.

Ele também considera a constância um dos principais fatores para quem está se preparando para carreiras jurídicas.

“Se eu pudesse começar de novo, eu focaria mais em Lei Seca e em revisão por exercícios. Também tentaria manter mais constância nos estudos, porque cada pausa acaba atrasando um pouco o objetivo final”, disse.

Para quem já fez o ENAM outras vezes sem conseguir a habilitação, Alexandre recomenda analisar os erros das provas anteriores e ajustar a preparação antes de uma nova tentativa.

“Continue persistindo. Corrija os erros das provas anteriores e confie no seu potencial. É apenas mais uma prova e, em algum momento, essa etapa vai ser superada”, aconselhou.

Agora aprovado no ENAM, Alexandre segue estudando para a Magistratura com uma rotina diferente daquela que marcou suas primeiras tentativas. A experiência acumulada nas provas anteriores e a mudança na organização dos estudos passaram a fazer parte da preparação para os próximos concursos.

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