A aprovação no Exame Nacional da Magistratura (ENAM) representa, para Lara Cíntia de Oliveira Santos, de 53 anos, a continuidade de um sonho cultivado há quase três décadas. Analista Judiciária do Superior Tribunal de Justiça (STJ) há 23 anos, ela presta concursos para a magistratura há 27 anos e, agora, conquistou a habilitação necessária para seguir disputando as seleções.
Formada em Direito e Jornalismo, mestre em Direito Constitucional, Lara alcançou 43 acertos na última edição do ENAM, na condição de candidata pessoa com deficiência (PcD). A aprovação é resultado de anos de preparação, conciliando trabalho, maternidade e o tratamento da fibromialgia sem abrir mão do sonho de vestir a toga.
A seguir, conheça a trajetória que moveu a aluna do Magistrar até a aprovação do ENAM rumo ao sonho de ingressar na Magistratura Estadual ou Federal.
Um sonho que nunca mudou
Lara conta que a magistratura sempre foi seu principal objetivo — seja no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) ou em um Tribunal Regional Federal (TRF).
Ao longo dos últimos 27 anos, prestou concursos para diferentes carreiras jurídicas e foi aprovada como Analista Judiciária do STJ, cargo que ocupa há 23 anos. Ainda assim, nunca deixou de estudar com foco em vestir a toga.
Segundo ela, a inspiração veio de dois magistrados do TJDFT: o desembargador Edson Alfredo Martins Smaniotto e a desembargadora Ana Maria Brito, que marcaram sua trajetória no início da preparação.
Uma rotina adaptada à realidade
Ao contrário do que fazia anos atrás, Lara deixou de acreditar que estudar mais horas significava estudar melhor. Diagnosticada com fibromialgia em 2021, ela passou a adaptar a preparação à própria rotina, conciliando o trabalho remoto no STJ, a maternidade, os tratamentos de saúde e os estudos.
Sempre que encontrava um tempo livre, assistia às aulas do Magistrar, acompanhava a Lei Seca, revisava jurisprudências e resolvia questões. Segundo ela, a constância foi mais importante do que a quantidade de horas dedicadas aos estudos.

“Já fui de estudar cinco, seis e até oito horas por dia, mas isso não fez bem para a minha saúde. Hoje, quero realizar meu sonho sem sacrificar as pessoas que estão ao meu lado.” diz.
Como o Magistrar ajudou na preparação para o ENAM
Durante a preparação para o ENAM, Lara conta que o Magistrar esteve presente em sua rotina de estudos, permitindo que ela mantivesse a constância mesmo diante de uma rotina intensa.
“Trabalho em home office e, enquanto trabalho, escuto as aulas do Magistrar e também a Lei Seca. Como tenho fibromialgia, preciso fazer fisioterapia, musculação e pilates. Enquanto espero minha filha nas atividades dela, estou sempre vendo aulas, lendo jurisprudência e doutrina.”, explica a candidata.
Para a leitura diária da legislação, parte da rotina de Lara, o Magistrar possui a Comunidade de Lei Seca, uma iniciativa gratuita que promove encontros ao vivo de leitura e revisão da legislação, ajudando candidatos a criarem o hábito de estudar a lei todos os dias. Clique no botão abaixo e participe gratuitamente:
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Além das aulas e da Lei Seca, Lara contou com os recursos da Vitalícia Magistrar para manter a preparação organizada e ter acesso, em um só lugar, aos principais conteúdos para concursos jurídicos. Na plataforma, você encontra:
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Para a candidata, a flexibilidade foi essencial para manter a preparação sem abrir mão da saúde, da família e da qualidade de vida.
“Desistir não faz parte do meu vocabulário”
Após anos de estudos para concursos, Lara afirma que hoje enxerga a preparação de uma forma diferente. Se antes acreditava que precisava sacrificar momentos com a família e a própria saúde para alcançar a aprovação, hoje valoriza o equilíbrio e comemora cada conquista da caminhada.
Para a candidata, toda a trajetória contribuiu para que ela chegasse mais preparada, não apenas tecnicamente, mas também emocionalmente, para exercer a magistratura.
“Tenho certeza de que hoje, com 53 anos, tenho mais maturidade para ocupar um cargo tão importante como a magistratura, porque sei dar valor a tudo que já passei na vida.”, desabafa.
Ela também destaca que aprendeu a respeitar o próprio tempo e a celebrar cada etapa vencida, sem a ansiedade que marcava os primeiros anos de preparação.
“Hoje eu não tenho a pressa que tinha antes, mas só sei de uma coisa: desistir não faz parte do meu vocabulário.”
Ao deixar um conselho para quem também sonha com a magistratura, Lara é direta:
“Não desista dos seus sonhos.”, aconselha.

