Início Concursos Concurso TCE PE: novo presidente garante retomada após suspensão por fraudes; 59 vagas

Concurso TCE PE: novo presidente garante retomada após suspensão por fraudes; 59 vagas

FGV organizou certame suspenso em outubro 2025; contrato prorrogado até maio 2026 permite continuidade

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) vive momento decisivo com a promessa de retomada de seu concurso público suspenso desde outubro de 2025 devido à Operação Última Fase da Polícia Federal. O novo presidente, conselheiro Carlos Neves, garantiu em 15 de janeiro de 2026 que o certame não será anulado e que buscará apenas eliminar candidatos envolvidos em fraudes, preservando a integridade do processo para os 18.693 inscritos regulares. O concurso oferece 59 vagas distribuídas em quatro carreiras com salários de R$ 17.419,63 a R$ 35.937,32, organizadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A suspensão ocorreu após a aprovação de uma candidata que havia sido presa por suspeitas de fraude em outros concursos, levando o TCE-PE e a FGV a interromperem todos os atos do certame para proteger sua integridade. As provas foram aplicadas em 31 de agosto e 7 de setembro de 2025 no Recife, com gabaritos divulgados em 9 de setembro, mas o processo foi travado antes da divulgação dos resultados finais. O contrato com a FGV foi prorrogado até maio de 2026, viabilizando a continuidade sem necessidade de novo processo licitatório. A decisão presidencial representa esperança para milhares de candidatos que aguardam a conclusão regular do processo seletivo.

Confira o edital do Concurso TCE PE

Situação atual

O TCE-PE suspendeu seu concurso em outubro de 2025 após descobrir que uma candidata aprovada estava envolvida em fraudes em concursos públicos, identificadas pela Operação Última Fase da Polícia Federal. A suspensão foi preventiva para preservar a integridade do processo até o fim das investigações.

O novo presidente Carlos Neves garantiu em janeiro de 2026 que o concurso não será anulado, mas apenas eliminarão candidatos comprovadamente envolvidos em fraudes. O contrato com a FGV foi prorrogado até maio de 2026, permitindo a conclusão de todas as etapas pendentes.

As provas foram aplicadas normalmente em agosto e setembro de 2025, com gabaritos divulgados antes da suspensão. As investigações continuam em andamento para identificar todos os envolvidos no esquema fraudulento.

Cronograma do concurso

  • 04/10/2024: Comissão formada
  • 30/05/2025: Edital publicado
  • 04/06 a 03/07/2025: Período de inscrições
  • 31/08/2025: Primeiro dia de provas (Analista CE, Analista Gestão Julgamento, Procurador objetiva)
  • 07/09/2025: Segundo dia de provas (Auditor CE, Analista Gestão Administração, Procurador discursiva)
  • 09/09/2025: Gabaritos preliminares divulgados
  • 07/10/2025: Concurso suspenso por investigação PF
  • 15/01/2026: Novo presidente garante retomada
  • Até maio/2026: Prazo do contrato FGV para conclusão

Vagas

59 vagas em quatro carreiras

Distribuição por cargo:

CargoVagasSalárioInscritos
Procurador2 + CRR$ 35.937,32916
Auditor de Controle Externo20 + CRR$ 27.731,325.738
Analista de Controle Externo20 + CRR$ 23.775,155.038
Analista de Gestão17 + CRR$ 17.419,637.001

Especialidades por carreira

Auditor de Controle Externo (20 vagas):

  • Contas Públicas: 8 vagas (3.416 inscritos)
  • Contas Públicas de Saúde: 5 vagas (861 inscritos)
  • Obras Públicas: 3 vagas (719 inscritos)
  • Tecnologia da Informação: 4 vagas (742 inscritos)

Analista de Controle Externo (20 vagas):

  • Contas Públicas: 10 vagas (3.067 inscritos)
  • Obras Públicas: 6 vagas (1.156 inscritos)
  • Tecnologia da Informação: 4 vagas (815 inscritos)

Analista de Gestão (17 vagas):

  • Administração: 9 vagas (5.766 inscritos)
  • Julgamento: 8 vagas (1.235 inscritos)

Alta concorrência registrada

18.693 candidatos se inscreveram no certame, demonstrando grande atratividade das oportunidades oferecidas.

Analista de Gestão-Administração foi o cargo mais procurado com 5.766 inscritos para 9 vagas.

Abstenção de 31,6% nas provas aplicadas (5.907 candidatos não compareceram).

Aumento de vagas durante o processo

O edital original previa 36 vagas, mas retificação de 25 de junho de 2025 ampliou para 59 vagas.

Aumento de 64% na oferta demonstra necessidade crítica de recomposição do quadro.

Requisitos

Requisitos gerais

  • Nacionalidade brasileira
  • Idade mínima de 18 anos
  • Estar quite com obrigações eleitorais e militares
  • Aptidão física e mental para exercício do cargo
  • Diploma de nível superior conforme especialidade

Procurador do TCE-PE

Formação:

  • Graduação em Direito
  • Registro na OAB obrigatório

Atribuições:

  • Representar o Ministério Público de Contas
  • Emitir pareceres jurídicos especializados
  • Atuar nos processos de controle externo

Auditor de Controle Externo

Por especialidade:

Contas Públicas:

  • Qualquer graduação de nível superior

Contas Públicas de Saúde:

  • Medicina, Odontologia, Farmácia ou Enfermagem

Obras Públicas:

  • Engenharia ou Arquitetura

Tecnologia da Informação:

  • Graduação em áreas de TI

Analista de Controle Externo

Contas Públicas:

  • Qualquer graduação de nível superior

Obras Públicas:

  • Engenharia ou Arquitetura

Tecnologia da Informação:

  • Graduação em áreas de TI

Analista de Gestão

Administração e Julgamento:

  • Qualquer graduação de nível superior
  • 30 horas semanais de trabalho

Quanto ganha um servidor do TCE-PE?

Os servidores do TCE-PE recebem salários que variam de R$ 17.419,63 (Analista de Gestão) até R$ 35.937,32 (Procurador), segundo dados do Portal da Transparência do Estado. A jornada é de 30 horas semanais para todos os cargos, destacando-se o Auditor de Controle Externo com R$ 27.731,32 e o Analista de Controle Externo com R$ 23.775,15.

Além da remuneração base, os servidores têm acesso a benefícios como auxílios alimentação, saúde e transporte, além de estabilidade após estágio probatório, aposentadoria especial e licenças remuneradas. A carreira permite crescimento através de progressões, gratificações, funções comissionadas e adicionais por titulação (especialização, mestrado ou doutorado).

Estrutura das provas aplicadas

Três etapas de avaliação

Metodologia aplicada:

  • Prova objetiva (eliminatória e classificatória)
  • Prova discursiva (eliminatória e classificatória)
  • Avaliação de títulos (classificatória – apenas Procurador)

Cronograma de aplicação

31 de agosto de 2025:

  • 8h às 13h: Analista de Controle Externo + Analista de Gestão (Julgamento)
  • 15h às 20h: Procurador (objetiva)

7 de setembro de 2025:

  • 8h às 13h: Auditor de Controle Externo
  • 15h às 20h: Analista de Gestão (Administração) + Procurador (discursiva)

Prova objetiva

Auditor e Analista de Controle Externo:

  • 80 questões múltipla escolha
  • Módulo I: 20 questões (Conhecimentos Gerais)
  • Módulo II: 20 questões (Legislação)
  • Módulo III: 40 questões (Específicos)

Analista de Gestão:

  • 80 questões múltipla escolha
  • Módulo I: 30 questões (Gerais)
  • Módulo II: 50 questões (Específicos)

Procurador:

  • 100 questões múltipla escolha
  • Diversas áreas do Direito + Controle Externo + TI

Critérios de aprovação

Auditor/Analista CE:

  • 40% mínimo Módulos I e II
  • 50% mínimo Módulo III

Analista de Gestão:

  • 40% mínimo Módulo I
  • 50% mínimo Módulo II

Procurador:

  • 70% mínimo na objetiva
  • Classificação até 100ª posição

Prova discursiva

Auditores e Analistas:

  • 1 questão de conhecimentos específicos (estudo de caso)
  • 25 linhas máximo

Procurador:

  • 4 questões: 3 estudos de caso + 1 parecer jurídico
  • Viés de consultoria jurídica especializada

Concurso anterior

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco não realizava concurso público há período considerável antes do certame de 2025, situação que contribuiu para o acúmulo de necessidades funcionais no órgão. A ausência de processos seletivos regulares resultou em déficit significativo no quadro de pessoal, motivando a amplitude do edital atual com 59 vagas distribuídas em múltiplas especialidades.

O TCE-PE priorizou durante anos outras estratégias de provimento de pessoal, incluindo aproveitamento de servidores de outros órgãos e ampliação de cargos comissionados.

O hiato prolongado sem concursos públicos gerou pressão institucional por renovação do quadro funcional especializado, especialmente em áreas técnicas como auditoria, engenharia e tecnologia da informação.

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