Início Concursos Concurso TJ MG Juiz 2026: inscrições abertas; 103 vagas e iniciais de R$ 35,8 mil

Concurso TJ MG Juiz 2026: inscrições abertas; 103 vagas e iniciais de R$ 35,8 mil

As inscrições vão até o dia 22 de abril; a seleção oferece 103 vagas para Juiz de Direito Substituto e salário de R$ 35,8 mil

O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJ MG) abre as inscrições para o cargo de Juiz de Direito Substituto. A seleção oferece 103 vagas, com remuneração inicial de R$ 35.877,27. O concurso segue as regras da Resolução CNJ nº 75/2009 e tem organização operacional do Instituto Consulplan, sob supervisão da EJEF/TJMG.

Situação atual do Concurso TJ MG para Juiz

O Concurso TJ MG Juiz está com as inscrições abertas entre os dias 23 de março e 22 de abril de 2026, e deverão ser realizadas exclusivamente pela internet, no site da banca organizadora. A taxa de inscrição será de R$ 358.

O TJ MG conta hoje com mais de 500 cargos vagos na Magistratura, incluindo 55 para Juiz Substituto, o que reforça a importância do edital. No último concurso, realizado pela FGV, foram ofertadas 82 vagas, e os aprovados foram empossados em abril de 2025.

Statusinscrições abertas (acesse o Edital TJMG Juiz 2026)
BancaInstituto Consulplan
Vagas103
SalárioR$ 35.877,27 [atualizado]

Cronograma

  • Publicação do edital: 16 de janeiro de 2026
  • Inscrições: 23 de março a 22 de abril de 2026
  • Data limite para pagamento da taxa: 23 de abril de 2026
  • Aplicação da prova objetiva seletiva: 28 de junho de 2026

Vagas do Concurso TJMG Juiz

O concurso oferece 103 vagas para Juiz de Direito Substituto, distribuídas da seguinte forma:

  • 62 vagas para ampla concorrência
  • 10 vagas para pessoas com deficiência (10%)
  • 26 vagas para pessoas pretas e pardas (25%)
  • 3 vagas para pessoas indígenas (3%)
  • 2 vagas para pessoas quilombolas (2%)

O edital estabelece regras de alternância e proporcionalidade na nomeação, além de critérios de reversão das vagas reservadas em caso de ausência de candidatos aprovados em determinada modalidade.

Veja: Concursos previstos para Juiz

Requisitos para Juiz Substituto no TJMG

Quanto às exigências para concorrer, incluem-se bacharelado em Direito com diploma reconhecido há pelo menos três anos, certificado do Exame Nacional da Magistratura (ENAM), mínimo de três anos de atividade jurídica após a conclusão da graduação, de acordo com a legislação vigente e o último edital.

  • ser bacharel em Direito há, no mínimo, 3 anos;
  • comprovar 3 anos de atividade jurídica, contados a partir da conclusão do curso de Direito, até a inscrição definitiva;
  • ter nacionalidade brasileira;
  • estar quite com as obrigações eleitorais e, se for o caso, militares;
  • possuir idoneidade moral;
  • apresentar aptidão física, mental e psicológica;
  • ter aprovação válida no Exame Nacional da Magistratura (ENAM).

O que é considerada atividade jurídica?

Considera-se atividade jurídica, para os efeitos do edital:

  • Exercício de função exclusiva de bacharel em Direito
  • Atuação efetiva na advocacia, ainda que voluntária, com participação mínima anual em cinco atos privativos de advogado (art. 1º da Lei nº 8.906/1994) em causas ou questões distintas
  • Ocupação de cargos, empregos ou funções, inclusive magistério superior, que exijam a utilização preponderante de conhecimento jurídico
  • Atuação como conciliador em tribunais judiciais, juizados especiais ou varas judiciais, por no mínimo 16 horas mensais e durante um ano
  • Desempenho de atividade de mediação ou arbitragem na composição de litígios
  • Conclusão, com frequência e aproveitamento, de curso de pós-graduação iniciado antes da entrada em vigor da Resolução CNJ nº 75/2009

Veja mais: Quanto ganha um Juiz de Direito no Brasil? 

Salário para Juiz Substituto do TJ MG

O cargo de Juiz de Direito Substituto do TJ MG possui remuneração inicial atualizada de R$ 35.877,27, conforme informações do Portal da Transparência do tribunal. No edital anterior, publicado em 2021, o valor ofertado era de R$ 30.404,42, mas houve reajuste desde então. 

Confira a estrutura remuneratória completa:

CargoRemuneração Atual
DesembargadorR$ 41.845,49
Juiz de Direito SubstitutoR$ 35.877,27
Juiz de Entrância EspecialR$ 39.753,21
Juiz de Primeira EntrânciaR$ 35.877,27
Juiz de Segunda EntrânciaR$ 37.765,55

Etapas

O concurso para a Magistratura do Tribunal de Justiça de Minas Gerais será composto por cinco etapas sucessivas, sendo que a participação em cada fase depende da aprovação na anterior. O candidato somente será considerado aprovado no certame se for habilitado em todas as etapas.

1ª etapa – Prova objetiva seletiva

A primeira etapa consiste em prova objetiva de múltipla escolha, com caráter eliminatório e classificatório. Ao todo, serão aplicadas 100 questões, distribuídas em três blocos de disciplinas jurídicas.

O Bloco I, com 30 questões, abrange Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito do Consumidor e Estatuto da Criança e do Adolescente.

O Bloco II, com 35 questões, contempla Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Constitucional e Direito Eleitoral.

Já o Bloco III, também com 35 questões, envolve Direito Empresarial, Direito Tributário, Direito Ambiental, Direito Administrativo, Direitos Humanos, Noções Gerais de Direito e Formação Humanística.

A prova exige conhecimento amplo e integrado das disciplinas, com cobrança frequente de jurisprudência, princípios e interpretação sistemática do ordenamento jurídico. Apenas os candidatos mais bem classificados avançam para a fase seguinte, conforme os critérios de corte estabelecidos no edital.

2ª etapa – Provas escritas

A segunda etapa é considerada uma das mais decisivas do concurso e também possui caráter eliminatório e classificatório. Ela é dividida em duas fases complementares.

Na prova discursiva, o candidato deverá responder a cinco questões, exigindo domínio técnico, capacidade de argumentação jurídica, clareza na exposição das ideias e correta utilização da língua portuguesa.

Já a prova prática de sentença exige a elaboração de duas sentenças, sendo uma de natureza cível e outra de natureza criminal. Nessa fase, são avaliados aspectos como técnica processual, fundamentação jurídica, coerência, adequação da decisão aos fatos narrados e correta aplicação da legislação e da jurisprudência.

O desempenho nessa etapa é fundamental, pois simula diretamente a atividade jurisdicional exercida pelo magistrado.

3ª etapa – Inscrição definitiva

A terceira etapa corresponde à inscrição definitiva no concurso e tem caráter exclusivamente eliminatório. Nessa fase, o TJMG avalia se o candidato possui as condições pessoais, morais e psicológicas para o exercício da magistratura.

São realizados:

  • avaliação médica;
  • avaliação psicológica;
  • sindicância da vida pregressa;
  • investigação social.
  • Durante essa etapa também ocorrem os procedimentos específicos relacionados às vagas reservadas, como:
  • avaliação por comissão multiprofissional para candidatos com deficiência;
  • comissão de heteroidentificação para candidatos pretos e pardos;
  • procedimentos de verificação complementar para indígenas e quilombolas.

Qualquer inconsistência grave, incompatibilidade com o cargo ou reprovação em alguma dessas avaliações resulta na eliminação do candidato.

4ª etapa – Prova oral

A prova oral possui caráter eliminatório e classificatório e é tradicionalmente uma das fases mais temidas do concurso de magistratura.

Nessa etapa, o candidato participa de sorteio de pontos e é submetido à arguição oral pela banca examinadora, composta por magistrados, representantes da OAB e do Ministério Público. As perguntas abrangem as disciplinas previstas no edital e exigem domínio técnico, raciocínio jurídico rápido, segurança, postura e capacidade de comunicação.

A avaliação considera não apenas o conhecimento jurídico, mas também a clareza, objetividade, articulação do pensamento e equilíbrio emocional do candidato.

5ª etapa – Avaliação de títulos

A quinta e última etapa do concurso é a avaliação de títulos, com caráter exclusivamente classificatório. Nessa fase, são pontuados títulos acadêmicos e profissionais, como:

  • pós-graduação, mestrado e doutorado;
  • exercício de cargos jurídicos;
  • magistério superior na área jurídica;
  • produção acadêmica, conforme critérios definidos no edital.

A avaliação de títulos não elimina candidatos, mas pode influenciar significativamente a classificação final.

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