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Fraude em concurso da PM TO leva à prisão de 8 pessoas em operação policial

Irregularidades foram confirmadas por meio de biometria e assinaturas; corporação afirma que casos são isolados e não comprometem o certame

A Polícia Militar do Tocantins (PM TO) identificou indícios de irregularidades no concurso público da corporação e, em conjunto com a Polícia Civil, deflagrou nesta quarta-feira (18) a Operação “Última Etapa”. A ação resultou na prisão de oito pessoas, entre candidatos e servidores públicos suspeitos de envolvimento em fraude na primeira fase do certame, realizada em junho de 2025.

Prisões e investigação

Ao todo, foram presos cinco candidatos e três servidores públicos investigados por participação no esquema. Também foram cumpridos mandados de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Pará, Paraíba e Goiás.

As investigações apontam para um esquema conhecido como “fraude piloto”, em que uma pessoa realiza a prova no lugar de outra. Segundo a PM TO, os casos identificados são pontuais e não impactam o resultado geral do concurso.

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Como a fraude foi descoberta

As suspeitas surgiram após a identificação de inconsistências nos dados de candidatos entre a primeira e a segunda etapa do concurso. A confirmação da fraude veio após análises técnicas realizadas pelas autoridades.

“Nós confrontamos as digitais que foram colhidas no dia da realização da primeira etapa e também das digitais coletadas na segunda etapa, fazendo a confrontação, a papiloscopia identificou que elas eram divergentes. A Polícia Civil afirma com muita tranquilidade, baseada em laudos técnicos, que a pessoa que realizou a primeira etapa não é a mesma pessoa que realizou a segunda etapa”, explicou o delegado Claudemir Luiz em entrevista à TV Anhanguera.

De acordo com o coronel Marizon Marques, presidente da Comissão Organizadora do Concurso, os rigorosos protocolos de segurança adotados ao longo das fases foram essenciais para detectar as irregularidades.

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Medidas adotadas e andamento do concurso

A apuração teve início a partir de informações produzidas pela Agência Central de Inteligência da Polícia Militar, posteriormente analisadas pela Comissão Organizadora e encaminhadas à Polícia Civil do Tocantins, que conduziu as investigações.

Diante das evidências, a PM TO adotou medidas administrativas imediatas e reforçou a segurança do certame. A corporação destacou que o concurso da Polícia Militar do Tocantins (PM TO) segue normalmente e não haverá prejuízo aos candidatos que participam de forma legítima.

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Nota da Polícia Militar do Tocantins

A Polícia Militar do Tocantins divulgou nota oficial detalhando as providências adotadas:

“A Polícia Militar do Tocantins informa que, ao identificar indícios de possíveis irregularidades relacionadas à conduta de alguns candidatos inscritos no concurso público da Corporação, adotou imediatamente as providências administrativas e institucionais cabíveis para resguardar a legalidade e a lisura do certame.

A situação foi detectada no âmbito da Comissão Organizadora do Concurso da Polícia Militar, que procedeu à análise preliminar das informações e realizou o compartilhamento dos dados com a Polícia Civil do Estado do Tocantins, possibilitando a adoção das medidas investigativas pertinentes pelos órgãos competentes.

A atuação institucional teve como objetivo garantir a transparência do processo seletivo e preservar a integridade do concurso público, reforçando o compromisso da Polícia Militar com a legalidade, a ética e a seleção de profissionais qualificados para o serviço público.

A Polícia Militar do Tocantins destaca que as suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo.

A Corporação permanece colaborando com as investigações em andamento e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a confiança da sociedade tocantinense em seus processos institucionais.

O caso segue sob apuração pelos órgãos competentes.”

Nota da Fundação Getulio Vargas (FGV)

A banca organizadora do concurso também se manifestou sobre o caso:

“A Fundação Getulio Vargas (FGV) tem atuado em cooperação com a PM TO, fornecendo as informações necessárias para a adequada apuração dos fatos.

As suspeitas dizem respeito a condutas individuais, sem impacto sobre o conjunto do certame. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência e a integridade de seus processos.”

Transparência e reforço na segurança

A atuação conjunta entre Polícia Militar, Comissão Organizadora, FGV e Polícia Civil teve como objetivo garantir a transparência e a lisura do processo seletivo. A corporação segue colaborando com as investigações, enquanto os órgãos competentes aprofundam a apuração do caso.

O episódio reforça a importância de mecanismos rigorosos de identificação, como biometria e conferência de assinaturas, para coibir fraudes em concursos públicos e assegurar igualdade de condições entre os candidatos.

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