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Concurso do TRF 3 para Juiz: resultado homologado

O 21º concurso TRF 3 Juiz está em andamento e oferta 19 vagas para Juiz Federal Substituto

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) realiza concursos públicos periódicos para ingresso na carreira de Juiz Federal Substituto e Juíza Federal Substituta, função essencial para o funcionamento da Justiça Federal nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

O último edital, referente ao 21º Concurso para Magistratura, foi organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a comissão própria do tribunal. Ele foi homologado em dezembro de 2025 pelo desembargador federal Carlos Muta.

O último concurso para Juiz do TRF3 ofereceu 19 vagas imediatas para Juiz Federal Substituto, com remuneração de mais de R$ 35 mil.

Situação atual do concurso TRF 3 para Juiz

No dia 14 de novembro de 2025, a FGV divulgou o Edital com o resultado final do 21º Concurso de Magistratura do TRF3. Já a homologação foi assinada no dia 9 de dezembro de 2025, com publicação na edição do dia 12 de dezembro do Diário Oficial da União (veja aqui).

Não há previsão de um novo edital a curto e médio prazo.

Carreira de Juiz Federal do TRF 3

O Juiz Federal Substituto do TRF 3 atua em primeira instância nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, julgando causas federais como:

  • ações contra a União, autarquias e empresas públicas;
  • demandas previdenciárias;
  • crimes federais, como lavagem de dinheiro e tráfico internacional;
  • questões tributárias e econômicas;
  • processos ambientais e envolvendo terras indígenas.

Com o tempo, o magistrado pode ascender a Juiz Federal titular e, posteriormente, a Desembargador Federal.

Quanto ganha um Juiz do TRF 3?

Um dos grandes atrativos do concurso para Juiz do TRF 3 é a remuneração. De acordo com o edital do 21º concurso, o salário inicial para o cargo de Juiz Federal Substituto é de R$ 35.845,21. Essa quantia segue o padrão nacional da magistratura federal, sendo reajustada periodicamente conforme a Lei da Magistratura (Lei Complementar nº 35/1979) e resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Além do subsídio, os magistrados têm direito a uma série de benefícios indenizatórios, que aumentam de forma significativa a remuneração líquida mensal. Entre eles:

  • Auxílio-alimentação: R$ 1.393,10
  • Assistência pré-escolar: R$ 1.178,82
  • Auxílio-natalidade: R$ 718,58
  • Auxílio-saúde: R$ 579,39 (valor de referência, podendo variar)

Esses valores são atualizados anualmente e podem sofrer ajustes conforme regulamentações internas do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Progressão na carreira

O ingresso ocorre no cargo de Juiz Federal Substituto, mas a remuneração aumenta conforme o magistrado progride na carreira:

  • Juiz Federal Substituto: R$ 35.845,21
  • Juiz Federal: R$ 37.731,80
  • Desembargador Federal: R$ 39.719,69

Com os benefícios e verbas indenizatórias, o rendimento mensal pode ultrapassar os R$ 40 mil já no início da carreira.

Estabilidade e vantagens da carreira

Além da remuneração atrativa, os aprovados no concurso TRF 3 Juiz contam com:

  • Estabilidade após o estágio probatório de dois anos;
  • Férias de 60 dias por ano, direito exclusivo da magistratura e do Ministério Público;
  • Aposentadoria especial prevista na Constituição Federal;
  • Independência funcional, garantida pela vitaliciedade e inamovibilidade após o período inicial.

Essa combinação de alta remuneração, benefícios e garantias institucionais faz da magistratura federal uma das carreiras mais prestigiadas e concorridas do país.

Requisitos para Juiz Federal no TRF 3

Para participar do concurso TRF 3 para Juiz, o candidato precisa cumprir uma série de requisitos estabelecidos no edital e na Resolução nº 75/2009 do CNJ, que regulamenta os concursos da magistratura em todo o país. São eles:

  • Bacharelado em Direito: é necessário possuir diploma registrado em instituição oficial ou reconhecida pelo MEC.
  • Atividade jurídica de, no mínimo, três anos: deve ser comprovada no momento da inscrição definitiva e exercida após a graduação.
  • Idade limite: ter até 70 anos na data da posse.
  • Nacionalidade: ser brasileiro nato, naturalizado ou cidadão português com igualdade de direitos (art. 12, §1º da Constituição).
    Direitos políticos: estar em pleno gozo dos direitos civis e políticos.
  • Obrigações militares e eleitorais: estar em dia com ambas (no caso de candidatos do sexo masculino).
  • Idoneidade moral: não possuir antecedentes criminais nem histórico de condutas desabonadoras no exercício profissional.
  • Aptidão física e mental: atestada por exames médicos oficiais.
  • Aprovação no ENAM: Exame Nacional da Magistratura.

O que é aceito como atividade jurídica?

Segundo o CNJ, são consideradas atividades jurídicas:

  • Exercício da advocacia, com participação mínima anual de cinco atos privativos de advogado em causas distintas.
  • Ocupação de cargos, empregos ou funções públicas que exijam preponderantemente a aplicação de conhecimento jurídico.
  • Exercício de magistério superior em Direito.
  • Função de conciliador junto ao Judiciário (mínimo de 16 horas mensais por 1 ano).
  • Exercício de mediação ou arbitragem (mínimo de 16 horas mensais por 1 ano).

Exame Nacional da Magistratura (ENAM)

Desde 2024, para participar do concurso TRF 3 de Juiz, é indispensável apresentar o Certificado de Habilitação no Exame Nacional da Magistratura (ENAM) na inscrição preliminar. Esse exame funciona como uma etapa obrigatória antes dos concursos regionais e tem validade de dois anos.

Como foram as provas do concurso do TRF 3 para Juiz?

O edital do XXI Concurso do TRF 3 para Magistratura seguiu a Resolução nº 75/2009 do CNJ e contou com cinco etapas principais:

Prova objetiva seletiva

Foi dividida em três blocos, com 100 questões e 5 horas de duração:

  • Bloco I: Constitucional, Previdenciário, Penal, Processo Penal, Econômico e Consumidor.
  • Bloco II: Civil, Processo Civil, Empresarial, Financeiro e Tributário.
  • Bloco III: Administrativo, Ambiental, Internacional, Direitos Humanos e Formação Humanística.

Para ser aprovado, o candidato deveria alcançar: 30% de acertos mínimos em cada bloco, e média global mínima de 60%.

A classificação para a segunda fase do último concurso incluía os 200 ou 300 melhores colocados, a depender do número de inscritos, com listas específicas para candidatos de cotas.

Provas escritas

  • Discursiva: questões abertas sobre formação humanística e ramos do Direito.
  • Prática de sentença: elaboração de duas sentenças, uma cível e outra criminal.

Cada prova tinha duração de 4 horas e nota de 0 a 10, sendo necessária pontuação mínima de 6 para avanço à etapa seguinte.

Esse é geralmente o momento mais técnico do concurso, exigindo do candidato:

  • domínio das matérias;
  • estruturação lógica e clara de argumentos;
  • capacidade de redigir decisões judiciais completas.

Apenas os aprovados na prova discursiva tiveram suas provas de sentença corrigidas.

Inscrição definitiva 

A inscrição definitiva marca a fase de investigação pessoal e profissional do candidato. O edital exige:

  • certidões de antecedentes criminais;
  • comprovantes de exercício de atividade jurídica;
  • certidão da OAB;
  • exames médicos e psicológicos;
  • sindicância da vida pregressa.

Essa etapa é eliminatória e visa assegurar que apenas candidatos com idoneidade moral e aptidão funcional sigam para a fase oral.

Prova oral

A prova oral é eliminatória e classificatória. Os examinadores avaliam:

  • domínio jurídico;
  • raciocínio lógico;
  • segurança na exposição;
  • capacidade de argumentação.

As disciplinas cobradas são as mesmas previstas no edital e na Resolução CNJ nº 75/2009.

Avaliação de títulos

Última etapa do concurso, de caráter classificatório. Podem somar pontos:

  • títulos acadêmicos (mestrado, doutorado);
  • experiência docente;
  • produção científica;
  • exercício de cargos jurídicos;
  • tempo de atividade jurídica além do mínimo exigido.

Essa etapa costuma ter peso menor, mas pode influenciar a classificação final dos aprovados.

O que estudar para o concurso do TRF 3 para Juiz?

O conteúdo programático é amplo e exige estudo aprofundado em todas as disciplinas jurídicas, além de formação humanística. Entre os temas mais recorrentes estão:

  • Direito Constitucional e Administrativo: competências da União, controle de constitucionalidade, atos administrativos e improbidade.
  • Direito Civil e Empresarial: contratos, responsabilidade civil, sociedades empresárias e falência.
  • Direito Penal e Processual Penal: crimes contra a administração pública e organização criminosa.
  • Direito Tributário e Financeiro: impostos federais, orçamento e responsabilidade fiscal.
  • Direitos Humanos e Antidiscriminação: jurisprudência da Corte Interamericana e políticas de igualdade.
  • Formação humanística: filosofia, sociologia do Direito e ética judicial.

Além da leitura do edital, recomenda-se resolver questões anteriores de TRFs e do STJ, já que as bancas costumam repetir padrões de cobrança.

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