Aos 24 anos, Beatriz Wandscheer já acumula importantes conquistas na carreira jurídica. Moradora de Cuiabá, no Mato Grosso, e mestranda em Direito, ela acaba de alcançar mais uma etapa de um sonho que carrega desde antes mesmo de escolher o Direito: tornar-se juíza.
Aluna do Magistrar, Beatriz foi aprovada no ENAM 2026.1, 5ª edição do Exame Nacional da Magistratura, com 48 acertos, na condição de pessoa com deficiência (PCD), em razão da visão monocular.
A aprovação, porém, não aconteceu na primeira tentativa. Antes de conquistar a habilitação, Beatriz enfrentou duas reprovações no exame. Foi justamente a persistência diante desses resultados que marcou sua trajetória até a aprovação.
Um sonho que começou antes da faculdade de Direito
O desejo de seguir a carreira da magistratura acompanha Beatriz há muitos anos. Segundo ela, o sonho de ser juíza surgiu antes mesmo de imaginar que precisaria cursar Direito para realizá-lo.
Durante a graduação, a preparação para a carreira jurídica começou cedo. Em fevereiro de 2024, antes mesmo de concluir a faculdade, Beatriz foi aprovada no exame da OAB.
No final daquele mesmo ano, vieram outras conquistas: a aprovação no concurso do TSE para Analista Judiciário – nível superior e no concurso do TJMT para Técnico Judiciário – nível médio.
Com o objetivo de seguir para uma carreira jurídica, especialmente a magistratura, Beatriz passou a acompanhar as mudanças que tornaram o ENAM uma etapa importante para quem pretende ingressar na carreira.
Naquele momento, entretanto, ainda não podia prestar o exame porque não havia concluído a graduação, requisito para a inscrição.
Assim que recebeu o diploma, decidiu começar a preparação.
Foi quando conheceu o Magistrar.
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Vídeo de uma aprovação despertou a decisão de estudar
Beatriz conta que conheceu o Magistrar por meio das redes sociais, ao assistir ao vídeo de comemoração de uma colega que havia sido aprovada na magistratura do trabalho.

A comemoração da aprovação chamou sua atenção não apenas pela conquista, mas pelo significado de todo o caminho percorrido até aquele momento.
“Aquelas lágrimas eram, na verdade, o resultado de muitos dias, meses e anos de estudo.”
A lembrança ficou marcada e, no início de 2025, Beatriz começou efetivamente a preparação para o ENAM.
Com o Regular ENAM, do Magistrar, passou a seguir o cronograma proposto, combinando leitura dos materiais, estudo da lei seca e videoaulas.
Ela também acompanhava as aulas gratuitas disponibilizadas semanalmente no YouTube, o que, segundo Beatriz, ajudava a manter a proximidade com os professores e com outros candidatos que enfrentavam a mesma jornada.
Entre os professores que fizeram parte da rotina de preparação, ela cita nomes como Alexandre Piovesan, Valerio de Oliveira Mazzuoli, Mônica Queiroz, Rilmo Braga e Leonardo Lagos.

Beatriz adaptou o método de estudos à própria rotina
Durante a preparação, Beatriz também descobriu que não precisava seguir fórmulas rígidas de estudo para evoluir.
No início, acordava às 5h e estudava até as 8h. Depois de algum tempo, percebeu que aquele modelo havia deixado de funcionar para ela.
A solução foi adaptar a rotina.
Beatriz passou a estudar à noite e percebeu uma melhora no rendimento. Manteve o cronograma do curso, mas fez ajustes na sequência das disciplinas para encontrar uma dinâmica que funcionasse melhor.
Outro recurso que considera importante foi a possibilidade de resolver questões dentro do próprio material do Magistrar.
Depois de estudar um determinado assunto, ela conseguia testar imediatamente o conhecimento e identificar quais pontos ainda precisavam ser reforçados.
Além do conteúdo programático, Beatriz percebeu que o ENAM exigia uma preparação específica em jurisprudência dos tribunais. Por isso, também incorporou a leitura de informativos à rotina.
As revisões próximas à prova também tiveram espaço garantido.
“Eu não perdia, porque ali tinha ouro!”
Para Beatriz, as Pré-Revisões de Véspera e as Revisões de Véspera foram momentos importantes da preparação, especialmente pela quantidade de conteúdos destacados pelos professores.
Duas reprovações antes da aprovação no ENAM
A trajetória até a habilitação no ENAM 2026.1 teve dois resultados negativos.
Em 2025, Beatriz prestou o 3º ENAM (2025/1) e ficou a apenas um ponto da aprovação. O resultado trouxe frustração, mas não foi suficiente para fazê-la abandonar o objetivo.
Na sequência, realizou o 4º ENAM (2025/2) e novamente não conseguiu a habilitação. As duas tentativas foram difíceis, mas Beatriz decidiu continuar.
No início de 2026, uma nova mudança aconteceu em sua vida: ela deixou o interior e passou a morar em Cuiabá após ser aprovada no mestrado em Direito da UFMT.
A nova rotina veio acompanhada da continuidade dos estudos.
“Eu não podia desistir de um sonho que estava comigo há tanto tempo.”
Foi então que chegou a terceira tentativa.
A aprovação no ENAM 2026.1
Na 5ª edição do ENAM, realizada em 2026.1, Beatriz voltou a fazer a prova.
Poucos dias depois, com a divulgação do gabarito preliminar pela FGV, veio a confirmação que ela esperava havia meses.
Beatriz estava aprovada.
Com 48 acertos, conquistou a habilitação no exame na condição de pessoa com deficiência, em razão da visão monocular.
O momento foi descrito por ela como surreal.
“Foi tão surreal que, por alguns momentos, eu realmente não acreditava.”

Mais do que o resultado de um único ano de estudos, Beatriz enxerga a aprovação como fruto de um ano e seis meses de preparação para o ENAM e, principalmente, da persistência após as duas primeiras tentativas.

Família e apoio fizeram parte da conquista
Para Beatriz, a aprovação também é resultado do apoio das pessoas que estiveram ao seu lado durante a preparação.
Ela destaca especialmente a família, que, segundo seu relato, sempre acreditou em seu potencial e a incentivou a continuar.
A relação com os estudos também vem de casa. Filha de professora, Beatriz afirma que sempre gostou de estudar e aprender.
Durante a faculdade, chegou a aproveitar períodos de férias para continuar estudando, algo que, segundo ela, deixava sua irmã surpresa.
Para Beatriz, porém, estudar sempre esteve relacionado à curiosidade e ao desejo de compreender coisas novas.
Próximo objetivo é a magistratura estadual
A aprovação no ENAM representa uma conquista importante, mas não encerra o projeto profissional de Beatriz.
Com a habilitação em mãos, ela agora direciona os estudos para a próxima etapa: os concursos para a Magistratura Estadual.
Aos 24 anos, ela sabe que ainda tem um longo caminho pela frente e pretende aproveitar os próximos anos para construir a preparação necessária para chegar à posse.
Para isso, continuará estudando com o Magistrar. Agora, a preparação segue com o Vitalícia, voltado à carreira da magistratura.
A meta, portanto, permanece a mesma desde o início: tornar-se juíza.
“A aprovação no ENAM é uma conquista enorme para mim. É o início de tudo. O sonho continua sendo a magistratura.”
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“O resultado vem, não importa o tempo”
Depois de enfrentar duas reprovações e finalmente conquistar a habilitação, Beatriz deixa uma mensagem para quem também está se preparando para concursos públicos, especialmente para os candidatos das próximas edições do ENAM.
Para ela, é fundamental manter a confiança, a motivação e o foco, mas também entender que a preparação é construída diariamente.
“Façam um pouquinho a cada dia. O resultado vem, não importa o tempo.”
A história de Beatriz mostra que a aprovação nem sempre acontece na primeira tentativa. Entre uma prova e outra, existem ajustes, dúvidas, frustrações e recomeços.
No caso dela, foram três edições do ENAM até a conquista da habilitação.
Agora, com o ENAM 2026.1 vencido, Beatriz começa uma nova fase. O exame ficou para trás, mas o sonho que motivou toda a trajetória continua: a posse na magistratura.
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