Diego Bezerra Moreira, 41 anos, trabalha como Analista Judiciário no TRT8 desde dezembro de 2011. Macapá é sua casa. Formado em direito em 2010, havia algo maior que qualquer diploma: o sonho de ser aprovado no ENAM dormiu por 14 anos.
Desde o dia em que tomou posse como Técnico Judiciário em 2010, Diego alimentou a vontade de continuar estudando, de chegar à magistratura. Mas a vida aconteceu: casamento, filho com necessidades especiais, trabalho integral, afazeres de casa… cada vez mais o sonho estava sendo adiado, ano após ano. Até que em junho de 2024 algo mudou, nada de cenário especial ou sorte do acaso, foi Diego que resolveu começar do jeito que estava.

“Fiquei 14 anos parado”, conta em entrevista à equipe do Magistrar. “Muitas questões pessoais foram acontecendo e esse desejo foi sendo postergado”. Mas em 2024, assistindo aos vídeos de aprovados do Magistrar, algo clicou.
“Sentir, talvez pela primeira vez, que esse era o momento de retomar os estudos”. Começou sozinho, em junho de 2024, estudando doutrinas e resumos, alimentando um fogo que havia adormecido, mas sabia que precisava, acima de tudo, de um método.
Foi então que em outubro de 2024, se matriculou na mentoria do Magistrar.
“Escolhi o Magistrar pelos vídeos que assistia do Prof. Alexandre Piovesan e por me convencer de que seus métodos me dariam o que era necessário dentro da minha vida caótica”.

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Virada de chave
Caótica era palavra-chave, porque Diego não abria mão de nada. Enquanto alguns abandonam famílias, filhos, datas importantes para estudar, ele decidiu que a vida pessoal caminharia junto com a preparação. Trabalhando todos os dias, filho com autismo (TEA) que precisava de terapias, reuniões, cuidados. Esposa. Afazeres de casa. Festas de escola. E ainda assim, estudo. “Não abri mão das festinhas de escola do meu filho, inclusive, na sexta pré-ENAM, estava na sua Festa Junina”, afirmou. Porque para Diego, o grande segredo era simples:
“Não espere o cenário ideal, problemas sempre vão existir, principalmente se você é casado e tem filhos, apenas comece e faça o que é possível, mas faça sempre, dia após dia”.
Os primeiros meses com Magistrar foram reveladores. “Dentro de um, dois meses já senti uma evolução que não conseguia ver estudando por doutrinas”. Não tinha tempo de assistir às aulas? Escolhia o que fazia. Não tinha 8 horas para estudar? Fazia o que conseguia. “Apesar de não ter tempo, conseguia cumprir as metas da plataforma, lia os PDF, a lei e fazia exercícios”. E os números começaram a aparecer. No mesmo ano em que começou a estudar, já estava pontuando 60% no simulado. “Aquilo parecia surreal”, relembra.
“O maior diferencial do Magistrar foi que ele me ofereceu um método que me fez progredir rápido e ter a sensação de que, mesmo com minha vida caótica, sem tempo para estudar, era possível conseguir”.
“Os mapas de Lei Seca me ajudaram muito também, pois via que algumas questões que errava sempre estavam ali nos mapas de lei seca, então era uma questão apenas de memória e não de conteúdo não estudado”.
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Vida caótica, método organizado
A rotina de Diego era engenharia pura dentro do caos. Acordava às 5h, finalizava um ponto do Magistrar (PDF, Lei Seca do Assunto e Exercícios) até às 7h. Trabalho de 8h às 18h. De 18h até 21h com filho e esposa, afazeres de casa. Quando o filho dormia, por volta de 21h, cumpria o segundo ponto. “Na reta final, tentava incluir mais uma hora para a lei seca, mas nem sempre era possível”. Fins de semana? Simulados do Magistrar, ele assume que não era ideal, mas era o possível, suficiente.
O primeiro ENAM veio em 2025.1: 50 acertos, foi reprovado. O segundo em 2025.2: 52 acertos, reprovado novamente. Mas Diego não parou. “Ao longo desse caminho, não fiz muitas mudanças, fui repetindo o Extensivo ENAM, mas consegui construir um material personalizado de Lei Seca”. Anotava interpretações, dava destaques pessoais, copiava comentários dos professores, linkava jurisprudências. “Assim, fui otimizando meu estudo”.
Na terceira tentativa, fez uma mudança estratégica que daria tudo: focou APENAS em questões da FGV. Quando via algo diferente, anotava no artigo respectivo. “Isso me ajudava a memorizar e, cada vez que passava por aquele artigo, recordava daquela questão”.
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Os simulados viraram seu termômetro. Pela primeira vez, começou a ser “aprovado” nos simulados de fim de semana. 63, 64, 66 pontos. E aquilo não era coincidência: “Para a minha surpresa, obtive uma pontuação equivalente no ENAM (65/80)”.

Emoção como combustível
No dia da prova, da terceira tentativa, Diego acordou com uma ansiedade visceral. Coração disparado, medo, nervosismo. Dormir? Não conseguiu nem três horas, mas estava ali. Recebeu a prova e então fez algo que mudaria tudo: lembrou das palavras do Prof. Alexandre na revisão de véspera: “Neste caminho, não lutamos apenas nós, mas, principalmente, por aqueles por quem mais amamos”. Pegou o caderno de provas. Escreveu os nomes da esposa e do filho e começou o exame.
“Aquilo me acalmou e me encheu de coragem para enfrentar, mais uma vez, aquele desafio”. E então fez o que ninguém esperaria de alguém que havia reprovado duas vezes: uma prova perfeita, calmo e concentrado. “Sai com a certeza de que tinha deixado ali no papel tudo o que eu sabia”.
Dois dias depois, o resultado: 60 acertos. Aprovado! “Olhos marejados, sensação de dever cumprido, de estar no caminho correto e de imensa gratidão a Deus e ao Magistrar”. No dia seguinte, outra boa notícia: alguns questões haviam sido anuladas e sua pontuação subiu para 65 acertos. A cereja do bolo!
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Finalmente Diego provou que você não precisa do cenário ideal, que vida caótica e aprovação podem conviver. “Apenas comece e faça o que é possível, mas faça sempre, dia após dia”. Porque com o tempo, as pessoas próximas sentem seu compromisso e começam a ajudar.
“O tempo vai aparecer e o resultado, uma hora ou outra, vai vir. Se a aprovação não veio ainda, persista, não esmoreça, passa quem lembra mais no dia da prova, então a repetição dos ciclos é que vai trazer a sua aprovação e você só precisa ser aprovado uma vez”.
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