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Concurso PRF: diretor-geral da corporação fala em dobrar efetivo de 13 mil para 26 mil policiais

Em entrevista ao programa Poder em Foco, do SBT, Antonio Fernando Oliveira relacionou a ampliação do quadro da corporação à PEC da Segurança Pública

O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antonio Fernando Oliveira, afirmou que a ampliação do efetivo da corporação está entre as medidas relacionadas às mudanças previstas na PEC da Segurança Pública.

Em entrevista ao programa Poder em Foco, do SBT, ele comentou a possibilidade de dobrar o número de policiais rodoviários federais, passando de aproximadamente 13 mil para 26 mil profissionais, e abordou a criação de um Ministério da Segurança Pública para coordenar as ações das diferentes forças policiais.

Durante a conversa, o diretor-geral também destacou a necessidade de ampliar a capacidade de atuação da PRF diante das possíveis novas atribuições, além de defender maior integração entre os órgãos de segurança pública.

Confira a entrevista na íntegra:

PRF pode dobrar o efetivo de 13 mil para 26 mil policiais

Um dos principais destaques da entrevista foi a possibilidade de duplicar o número de policiais rodoviários federais. Questionado sobre a ampliação do efetivo e a relação da medida com a PEC da Segurança Pública, Antonio Fernando Oliveira afirmou que a expansão será necessária para atender às novas responsabilidades previstas para a instituição.

“É necessário, sim, a ampliação do efetivo da PRF para que a gente consiga abarcar as novas atribuições, tanto em estrutura quanto em pessoal”, declarou o diretor-geral.

Na entrevista, a jornalista Renata Varandas mencionou a intenção já manifestada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de dobrar o número de profissionais da corporação, passando dos atuais 13 mil para 26 mil policiais.

Oliveira confirmou que a ampliação do efetivo está entre as medidas mencionadas pelo presidente após a aprovação da PEC da Segurança Pública.

“A PEC da Segurança, na verdade, tem duas medidas posteriores a ela que o presidente já referenciou publicamente: dobra do efetivo da PRF e ele citou também dobrar o efetivo da própria Polícia Federal”, afirmou.

Concurso PRF: corporação tem pedido de 533 vagas e proposta de criação de 4.902 cargos

A possibilidade de dobrar o efetivo da Polícia Rodoviária Federal aumenta a expectativa pela realização de um novo concurso público. Além da declaração do diretor-geral sobre a necessidade de ampliar o número de policiais, a instituição já encaminhou ao Governo Federal solicitações para a abertura de uma nova seleção.

Atualmente, a PRF possui um pedido de autorização para 533 vagas, distribuídas entre os cargos de Policial Rodoviário Federal e Agente Administrativo. Do total solicitado, 269 vagas são destinadas à carreira policial e 264 ao cargo administrativo.

Além disso, a corporação elaborou uma proposta para a criação de 4.902 novos cargos de Policial Rodoviário Federal. A medida foi preparada pela Diretoria de Gestão de Pessoas da PRF, em dezembro de 2025, e encaminhada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

O objetivo da proposta é ampliar o efetivo legal da instituição de 13.098 para 18 mil policiais, reforçando a atuação em regiões de fronteira e corredores logísticos, além de compensar as vacâncias provocadas por aposentadorias, exonerações e outras saídas de servidores.

A proposta de criação dos novos cargos, entretanto, ainda depende dos trâmites necessários no Governo Federal e de alteração legislativa. Portanto, os 4.902 cargos não representam vagas já autorizadas para um novo concurso.

PEC da Segurança Pública pode ampliar atuação da PRF

Outro tema central da entrevista foi a PEC da Segurança Pública, que prevê mudanças na organização e nas atribuições dos órgãos de segurança. Segundo Antonio Fernando Oliveira, a proposta pode permitir que a PRF amplie sua atuação para além das rodovias federais, alcançando também ferrovias, hidrovias e outros corredores logísticos de interesse da União.

Atualmente, a atuação ostensiva da corporação está concentrada nas rodovias federais. Com as mudanças constitucionais discutidas, a instituição poderá assumir novas responsabilidades no policiamento preventivo.

Na avaliação do diretor-geral, a ampliação das atribuições exige que a estrutura da corporação seja reforçada.

A proposta também foi apresentada por Oliveira como uma oportunidade de melhorar a integração entre as forças policiais. Ele destacou que os órgãos de segurança precisam trabalhar de forma coordenada para aumentar a eficiência das ações.

“Eu acredito muito que a cooperação entre agências seja o único caminho de maior efetividade das instituições”, afirmou.

O diretor-geral também ressaltou que diferentes corporações já trabalham próximas de sua capacidade operacional.

“As instituições já trabalham muito próximo do seu teto. Tanto a Polícia Militar, as polícias civis, a Polícia Rodoviária, a Polícia Federal, elas trabalham já muito próximo do seu teto”, disse.

Para Oliveira, a integração entre as instituições é um dos pontos importantes da PEC. A proposta, segundo ele, foi discutida com representantes do sistema de segurança pública, e não apenas por um grupo isolado.

“Eu tenho certeza porque é um dos vetores dessa proposta”, declarou ao comentar a possibilidade de a PEC contribuir para a integração das forças policiais.

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Diretor-geral comenta possível criação do Ministério da Segurança Pública

A entrevista também abordou a possibilidade de criação de um Ministério da Segurança Pública. De acordo com Oliveira, o presidente Lula já mencionou publicamente a intenção de instituir a nova pasta após a aprovação da PEC da Segurança Pública.

“Ele citou também que, imediatamente posterior à aprovação da PEC, faria a constituição do Ministério da Segurança Pública”, afirmou o diretor-geral.

A proposta, conforme explicado na entrevista, seria estabelecer uma estrutura dedicada à coordenação das políticas públicas de segurança e à articulação entre as diferentes polícias.

Oliveira avaliou que a criação de uma pasta específica poderia contribuir para organizar as ações do setor e reduzir a sobrecarga de responsabilidades do Ministério da Justiça.

“Eu acho que é razoável que tenha uma pasta dedicada a esse tema, uma pasta que vai pensar as políticas públicas e que vai gerir essas políticas públicas. E aí você desafoga um pouco o Ministério da Justiça”, declarou.

A criação do ministério, entretanto, foi apresentada como uma possibilidade associada aos desdobramentos da PEC, e não como uma medida já implementada.

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PRF poderá atuar em rodovias, ferrovias e hidrovias

Entre as mudanças relacionadas à PEC da Segurança Pública está a possibilidade de ampliar a presença da PRF em diferentes corredores de transporte. Na entrevista, Oliveira explicou que a proposta busca fortalecer o policiamento ostensivo e preventivo em áreas estratégicas para a circulação de pessoas e mercadorias.

“Então, a gente passa a atuar também em todos os corredores logísticos, hidrovia, ferrovia e rodovia, além do policiamento em áreas de interesse da União”, afirmou.

O diretor-geral também comentou a situação da Polícia Ferroviária Federal, prevista na Constituição, mas que, segundo ele, não chegou a ser estruturada como uma corporação operacional nos moldes inicialmente previstos.

Na avaliação de Oliveira, a incorporação de servidores com experiência na área ferroviária poderia contribuir para a expansão da atuação da PRF, caso as mudanças sejam efetivadas.

A ampliação das responsabilidades, contudo, exigiria regulamentação, estrutura operacional e pessoal para que a corporação pudesse executar as novas atividades.

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