A carreira de Escrivão de Polícia é uma das mais procuradas nos concursos da área policial, tanto na Polícia Civil quanto na Polícia Federal. Responsável por formalizar investigações, organizar inquéritos e garantir a legalidade dos procedimentos, o escrivão desempenha papel essencial no funcionamento da Polícia Judiciária. Além da estabilidade e da remuneração atrativa, a carreira oferece possibilidades de crescimento e atuação direta no combate ao crime.
Neste guia completo, você vai entender o que faz um Escrivão de Polícia, quais são os requisitos para ingressar na carreira, quanto ganha o profissional, como funcionam os concursos, quais disciplinas costumam cair na prova e mais!
O que é um Escrivão de Polícia?
O Escrivão de Polícia é o servidor público responsável pela formalização dos atos praticados durante a investigação criminal. Ele atua na Polícia Judiciária, seja na esfera estadual (Polícia Civil) ou federal (Polícia Federal), e tem como principal função documentar e dar fé pública aos procedimentos conduzidos pela autoridade policial, geralmente o delegado.
Em termos práticos, o escrivão é o profissional que transforma a investigação em documentos oficiais, garantindo que todas as etapas do inquérito estejam registradas de forma correta, organizada e dentro da legalidade.

O que faz um Escrivão de Polícia?
As atribuições do Escrivão de Polícia são predominantemente administrativas e cartorárias, mas envolvem grande responsabilidade jurídica. Entre as principais atividades, destacam-se:
- Lavrar autos de prisão em flagrante, termos circunstanciados e inquéritos policiais;
- Redigir e formalizar depoimentos de vítimas, testemunhas e investigados;
- Organizar e manter atualizados os registros e sistemas da unidade policial;
- Controlar prazos processuais;
- Expedir certidões e documentos oficiais;
- Auxiliar o delegado na condução dos procedimentos investigativos.
Embora o trabalho seja, em grande parte, interno, o escrivão também pode participar de diligências e operações, dependendo da estrutura e das necessidades da unidade policial.
É uma função que exige organização, atenção aos detalhes, domínio da língua portuguesa e conhecimento técnico das normas processuais e penais.
O que é preciso para ser Escrivão de Polícia?
Para se tornar Escrivão de Polícia, é necessário ser aprovado em concurso público. Os requisitos podem variar conforme o órgão (Polícia Civil ou Polícia Federal) e o estado, mas, de modo geral, incluem:
- Diploma de nível superior completo (em qualquer área ou em áreas específicas, conforme o edital);
- Idade mínima de 18 anos;
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH), geralmente categoria B;
- Estar em dia com as obrigações eleitorais e militares;
- Idoneidade moral e conduta ilibada.
Além da aprovação na prova objetiva e, em alguns casos, discursiva, o candidato também passa por etapas como:
- Teste de aptidão física (TAF);
- Avaliação psicológica;
- Investigação social;
- Curso de formação profissional.
Quanto ganha um Escrivão de Polícia?
A remuneração de um Escrivão de Polícia varia conforme o órgão e o estado. De modo geral, os salários são considerados atrativos dentro do serviço público.
Na Polícia Civil dos estados, a remuneração inicial costuma variar entre aproximadamente R$ 4.000 e R$ 8.000, podendo ser maior em estados com melhores estruturas salariais. Com progressões na carreira, adicionais e gratificações, os valores podem aumentar significativamente.
Já na Polícia Federal, o salário inicial do escrivão ultrapassa R$ 13.000, podendo chegar a valores superiores ao longo da carreira, além de benefícios como auxílio-alimentação e adicionais previstos em lei.
O que cai na prova de concurso de Escrivão de Polícia?
O conteúdo programático pode variar conforme o edital, mas geralmente inclui as seguintes disciplinas:
- Língua Portuguesa;
- Direito Penal;
- Direito Processual Penal;
- Direito Constitucional;
- Direito Administrativo;
- Informática;
- Legislação específica (estadual ou federal);
- Raciocínio Lógico.
Em alguns concursos, há também prova discursiva, que pode exigir redação ou peça prática relacionada à atividade policial.
Além do conhecimento teórico, o candidato deve se preparar para o Teste de Aptidão Física, que costuma incluir exercícios como corrida, flexão e abdominal.
O escrivão é considerado um policial?
Sim. O Escrivão de Polícia é considerado policial e integra a estrutura da Polícia Judiciária, prevista no artigo 144 da Constituição Federal. O cargo possui natureza estritamente policial e é considerado função típica e exclusiva de Estado, ao lado de delegados, agentes, peritos e papiloscopistas.
Embora exerça atribuições predominantemente cartorárias e administrativas, o escrivão atua diretamente na formalização de investigações criminais, contribuindo para a persecução penal e para o funcionamento do sistema de justiça.
Um Escrivão de Polícia pode andar armado?
Sim, o Escrivão de Polícia pode portar arma de fogo, conforme a legislação e as normas internas da corporação. O porte de arma é funcional e está vinculado ao exercício do cargo.
Apesar de não atuar prioritariamente em atividades ostensivas, o escrivão pode participar de operações e diligências, o que justifica o porte de arma e o treinamento específico durante o curso de formação.
Prepare-se com o Magistrar para o cargo de Escrivão de Polícia!
Se o seu objetivo é conquistar uma vaga na Polícia Civil ou na Polícia Federal, o primeiro passo é investir em uma preparação estratégica, consistente e alinhada ao perfil das principais bancas examinadoras. O concurso para Escrivão de Polícia exige domínio sólido das disciplinas jurídicas, além de treino constante por meio de questões e simulados.
No Carreiras Policiais do Magistrar, a preparação é estruturada com foco nos conteúdos mais recorrentes dos editais, estudo orientado e abordagem prática voltada para desempenho em prova. A proposta é oferecer direcionamento claro para quem deseja transformar planejamento em resultado e encurtar o caminho até a aprovação.
