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O que um médico recomenda para quem está estudando para concursos?

Manter uma rotina saudável pode ser tão importante quanto escolher um bom material de estudo. Entenda quais hábitos realmente fazem diferença
  Por Dra. Camille Rebellato Sanches – Médica especialista em Nutrologia, Emagrecimento e Longevidade

Quem está se preparando para um concurso público costuma investir tempo escolhendo cursos, organizando cronogramas e resolvendo milhares de questões. No entanto, um erro bastante comum é acreditar que apenas estudar mais será suficiente para alcançar um bom desempenho.

Na prática, o cérebro precisa estar preparado para absorver, armazenar e recuperar informações — e isso depende diretamente da saúde.

Ao longo da rotina de consultório, a Dra. Camille observa que muitos estudantes chegam com queixas semelhantes: dificuldade de concentração, cansaço constante, sensação de “mente travada”, falta de disposição para estudar e dificuldade para memorizar conteúdos.

“Na maioria das vezes, esses sintomas não estão relacionados apenas ao volume de estudos, mas também aos hábitos do dia a dia”, explica a médica.

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Mentoria Magistrar 2027 terá acompanhamento médico especializado

O Magistrar entende que um corpo saudável performa melhor nos estudos. Por isso, os alunos da Mentoria Magistrar 2027 terão acesso a um diferencial importante: consultas com a Dra. Camille Rebellato Sanches, médica especialista em Nutrologia, Emagrecimento e Longevidade.

O objetivo é oferecer um acompanhamento voltado à performance cognitiva, energia, qualidade do sono, alimentação e hábitos de vida, ajudando o aluno a manter constância e rendimento ao longo da preparação.

1. Não negligencie o sono

É comum ouvir frases como “vou dormir menos para estudar mais”. Apesar de parecer uma estratégia eficiente, a ciência mostra justamente o contrário.

Durante o sono, o cérebro consolida a memória, organiza as informações adquiridas ao longo do dia e fortalece conexões entre os neurônios. Esse processo é essencial para transformar o conteúdo estudado em aprendizado duradouro.

Dormir pouco reduz:

  • atenção;
  • concentração;
  • velocidade de raciocínio;
  • capacidade de resolver problemas.

Além disso, aumenta o cansaço, favorece oscilações de humor e reduz a produtividade no dia seguinte.

“Dormir bem não é perder tempo de estudo. É permitir que todo o esforço realizado durante o dia realmente seja aproveitado pelo cérebro.”

A recomendação para adultos é, em geral, entre 7 e 9 horas de sono por noite.

2. Alimente o seu cérebro

O cérebro necessita continuamente de glicose, aminoácidos, vitaminas, minerais e gorduras saudáveis para desempenhar suas funções.

Por isso, manter uma alimentação baseada apenas em fast food, salgadinhos, doces, refrigerantes e alimentos ultraprocessados pode comprometer energia, concentração e disposição.

Uma rotina alimentar equilibrada deve priorizar:

  • proteínas de boa qualidade (ovos, carnes, peixes, frango e laticínios);
  • frutas e verduras diariamente;
  • legumes variados;
  • carboidratos integrais;
  • oleaginosas, azeite de oliva e outras fontes de gorduras saudáveis.

Isso não significa fazer dietas radicais, mas sim oferecer ao cérebro os nutrientes necessários para funcionar bem.

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3. Não passe o dia sentado

Movimentar o corpo melhora justamente aquilo que o estudante procura: rendimento.

A prática regular de atividade física:

  • melhora a circulação;
  • aumenta a oxigenação cerebral;
  • reduz a ansiedade;
  • melhora o humor;
  • favorece a memória.

Não é necessário tornar-se atleta. Caminhadas de 30 minutos, musculação algumas vezes por semana, corrida, bicicleta ou qualquer atividade que faça parte da rotina já oferecem benefícios importantes.

Além disso, pequenas pausas durante os estudos ajudam a reduzir a fadiga mental.

4. Hidratação também é estratégia de estudo

Até mesmo uma desidratação leve pode provocar:

  • dor de cabeça;
  • dificuldade de concentração;
  • fadiga;
  • queda do desempenho cognitivo.

A orientação da Dra. Camille é simples: mantenha uma garrafa de água próxima da mesa de estudos. Esse pequeno hábito ajuda a transformar a hidratação em algo automático.

5. Cuidado com o excesso de cafeína

Em quantidades moderadas, a cafeína pode aumentar temporariamente o estado de alerta e reduzir a sensação de sono.

O problema aparece quando ela passa a substituir hábitos saudáveis.

O consumo excessivo de café, energéticos e estimulantes pode causar:

  • ansiedade;
  • tremores;
  • palpitações;
  • piora do sono;
  • queda do rendimento a longo prazo.

“A cafeína pode ser uma ferramenta, mas nunca deve substituir uma boa noite de sono.”

6. Não acredite em fórmulas milagrosas

É comum encontrar promessas de suplementos capazes de aumentar memória, inteligência ou concentração.

A médica faz um alerta: não existe nenhuma cápsula capaz de substituir hábitos saudáveis.

Antes de iniciar qualquer suplementação, o ideal é realizar uma avaliação individualizada, pois problemas como deficiência de ferro, vitamina B12, vitamina D ou alterações da tireoide podem estar por trás da queda de desempenho.

7. Organize sua rotina, não apenas seu cronograma

O estudante costuma planejar horários de estudo com riqueza de detalhes, mas raramente organiza horários para dormir, comer ou praticar atividade física.

A rotina saudável também deve entrar na agenda.

Definir horário para acordar, fazer refeições regulares e reservar momentos para descanso ajuda o organismo a funcionar de forma mais eficiente.

Constância costuma gerar mais resultados do que mudanças radicais.

8. Aprenda a reconhecer os sinais do corpo

Nem todo cansaço significa preguiça. Nem toda dificuldade de concentração é falta de disciplina.

Quando sintomas como fadiga intensa, sonolência excessiva, queda importante de memória ou dificuldade de foco permanecem por semanas, vale a pena procurar avaliação médica.

Investigar essas causas é tão importante quanto revisar o conteúdo da prova.

O que a Dra. Camille diria a um concurseiro?

“Não tente cuidar apenas do edital. Cuide também da pessoa que vai fazer a prova.”

Segundo a médica, o cérebro é o principal instrumento da preparação e precisa de:

  • descanso;
  • alimentação adequada;
  • movimento;
  • hidratação;
  • equilíbrio emocional.

Nenhuma técnica de estudo consegue compensar uma saúde negligenciada.

Checklist do estudante de alta performance

Antes de aumentar suas horas de estudo, pergunte a si mesmo:

  • Dormi entre 7 e 9 horas na última noite?
  • Fiz refeições equilibradas hoje?
  • Bebi água suficiente?
  • Movimentei meu corpo?
  • Fiz pequenas pausas durante os estudos?
  • Estou consumindo cafeína com moderação?
  • Meu cansaço pode ter alguma causa médica?

Se a maioria das respostas for “não”, talvez o problema não seja falta de estudo — talvez seja falta de saúde.

Conclusão

A aprovação em um concurso público exige dedicação, disciplina e persistência. Mas exige também um cérebro capaz de aprender, memorizar e manter o foco durante meses — ou até anos — de preparação.

Por isso, cuidar da saúde não deve ser visto como um luxo ou um tempo perdido. É uma estratégia inteligente para estudar melhor, manter a produtividade e chegar ao dia da prova em sua melhor condição física e mental.

No Magistrar, essa visão faz parte da preparação: a Mentoria 2027 une orientação estratégica de estudos com acompanhamento médico especializado, oferecendo ao aluno suporte para desenvolver não apenas conhecimento, mas também as condições físicas e mentais necessárias para sustentar uma preparação de longo prazo.

Na próxima matéria

Os alimentos que ajudam (e os que atrapalham) a memória e a concentração: o que realmente diz a ciência?

Vamos entender quais nutrientes participam do funcionamento cerebral, desmistificar alimentos considerados “milagrosos” e mostrar como pequenas escolhas à mesa podem favorecer o rendimento nos estudos.

Leia também: Sua aprovação começa antes de abrir o livro: como a saúde influencia na produtividade dos estudos

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