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Sua aprovação começa antes de abrir o livro: como a saúde influencia na produtividade dos estudos

Alimentação, sono, atividade física e saúde mental podem ser determinantes para a memória, concentração e desempenho de quem está se preparando para concursos
  Por Dra. Camille Rebellato Sanches – Médica especialista em Nutrologia, Emagrecimento e Longevidade

Quando pensamos em preparação para concursos públicos, é comum associar o sucesso a um bom cronograma, materiais atualizados e muitas horas de estudo. Embora esses fatores sejam importantes, existe um aspecto frequentemente negligenciado que pode fazer toda a diferença na aprovação: a saúde.

Não é raro encontrar candidatos que estudam oito, dez ou até doze horas por dia, mas sentem que o rendimento diminui com o passar das semanas. A leitura fica mais lenta, a concentração oscila, o cansaço aumenta e surge a sensação de que o cérebro “parou de funcionar”.

Na maioria das vezes, isso não acontece por falta de capacidade intelectual. O problema pode estar na forma como o organismo está sendo cuidado.

O cérebro é um órgão altamente complexo e metabolicamente ativo. Apesar de representar apenas cerca de 2% do peso corporal, ele consome aproximadamente 20% da energia utilizada pelo organismo em repouso. Para funcionar bem, ele depende diariamente de nutrientes, oxigênio, hidratação, sono adequado e equilíbrio físico e emocional.

Em outras palavras: estudar melhor também é cuidar da própria saúde.

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Produtividade não é apenas estudar mais

Existe uma cultura muito presente entre os concurseiros de que quanto maior o número de horas diante dos livros, maiores serão as chances de aprovação.

Entretanto, produtividade não deve ser confundida com quantidade de horas estudadas.

Imagine dois candidatos:

  • o primeiro estudou dez horas após dormir apenas quatro horas, alimentou-se mal e passou o dia inteiro sentado;
  • o segundo estudou seis horas, mas dormiu bem, fez pausas estratégicas, alimentou-se corretamente, manteve-se hidratado e praticou atividade física.

Quem provavelmente terá melhor capacidade de aprender, memorizar e recuperar essas informações durante a prova?

O cérebro aprende quando está saudável.

Acompanhamento médico na Mentoria Magistrar 2027

O Magistrar incorporou esse cuidado à estrutura da Mentoria Magistrar 2027, onde os alunos terão direito a consultas com a Dra. Camille Rebellato Sanches.

A proposta é simples: um corpo saudável performa melhor nos estudos. Ao longo da mentoria, os alunos contarão com acompanhamento médico voltado à otimização da disposição, da qualidade do sono, da alimentação e da saúde metabólica, fatores que impactam diretamente a concentração, a memória e a produtividade durante a preparação para concursos.

Um corpo saudável performa melhor nos estudos. Por isso, ao longo da Mentoria Magistrar 2027, você terá acesso a consultas com médica especialista em nutrologia performance.

O cérebro precisa de energia para aprender

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o cérebro trabalha intensamente durante todo o dia. Ele coordena pensamentos, interpreta informações, consolida memórias, controla emoções e toma decisões a cada segundo.

Para desempenhar todas essas funções, necessita de um fornecimento contínuo de energia.

Dietas extremamente restritivas, longos períodos em jejum, excesso de alimentos ultraprocessados e grandes oscilações glicêmicas podem favorecer fadiga, irritabilidade e dificuldade de concentração.

Segundo a Dra. Camille, a alimentação deve ser encarada como parte da estratégia de preparação para concursos.

Muitas pessoas organizam perfeitamente o cronograma de estudos, mas deixam a alimentação completamente de lado. O cérebro precisa de combustível de qualidade para manter atenção, memória e capacidade de raciocínio ao longo do dia.

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Dormir é parte do estudo

Talvez este seja um dos maiores erros cometidos durante a preparação.

Na tentativa de aproveitar mais horas do dia, muitos estudantes sacrificam o sono. O problema é que dormir pouco reduz justamente aquilo que eles pretendem melhorar: a aprendizagem.

Enquanto dormimos, o cérebro reorganiza informações, fortalece conexões neurais e consolida as memórias adquiridas durante o dia. É durante esse processo que grande parte do conteúdo estudado deixa de ser uma informação temporária e passa a integrar a memória de longo prazo.

Dormir menos não significa apenas acordar cansado. Significa também reduzir a eficiência do próprio estudo.

Pesquisas mostram que noites mal dormidas prejudicam:

  • atenção sustentada;
  • memória de trabalho;
  • velocidade de processamento;
  • capacidade de resolver problemas.

Em resumo: estudar até de madrugada pode parecer produtivo, mas nem sempre representa um aprendizado de qualidade.

Hidratação: um detalhe que faz diferença

Poucos candidatos relacionam o consumo de água ao desempenho intelectual. No entanto, mesmo níveis leves de desidratação podem provocar fadiga, dor de cabeça, redução da concentração e piora do desempenho cognitivo.

Segundo a Dra. Camille:

Muitas vezes buscamos soluções complexas para melhorar o rendimento quando, na verdade, estamos negligenciando cuidados básicos como hidratação adequada.

Manter uma garrafa de água próxima da mesa de estudos pode parecer um pequeno detalhe, mas contribui para que o cérebro funcione de maneira mais eficiente.

O papel da atividade física

Outro mito bastante comum é acreditar que praticar exercícios “rouba tempo” dos estudos. Na realidade, ocorre justamente o contrário.

A prática regular de atividade física está associada a:

  • aumento do fluxo sanguíneo cerebral;
  • melhora da oxigenação;
  • redução do estresse;
  • controle da ansiedade;
  • melhora da qualidade do sono.

Além disso, o exercício estimula a produção de substâncias importantes para a plasticidade cerebral, processo responsável pela capacidade do cérebro de aprender e criar novas conexões.

Não é necessário passar horas na academia. Caminhadas, musculação, corrida, ciclismo ou qualquer atividade realizada regularmente já podem trazer benefícios importantes.

Ansiedade e estresse também afetam o desempenho

A preparação para concursos costuma ser um período de intensa cobrança. Prazos, metas, comparação com outros candidatos e medo da reprovação podem gerar níveis elevados de ansiedade.

Quando esse estresse se torna crônico, o organismo permanece produzindo quantidades aumentadas de cortisol, hormônio que, em excesso e por períodos prolongados, pode prejudicar atenção, memória e qualidade do sono.

Além disso, muitas pessoas passam a desenvolver hábitos que pioram ainda mais o problema, como:

  • excesso de cafeína;
  • alimentação desorganizada;
  • consumo frequente de ultraprocessados;
  • redução do tempo de descanso.

Cuidar da saúde mental também faz parte da preparação para uma prova.

Mais café significa mais concentração?

Nem sempre.

A cafeína pode melhorar temporariamente o estado de alerta e reduzir a sensação de fadiga. No entanto, o consumo excessivo pode provocar ansiedade, taquicardia, tremores, piora do sono e queda de rendimento no longo prazo.

O segredo não está em consumir mais estimulantes, mas em criar uma rotina que permita ao cérebro funcionar bem naturalmente.

Pequenas mudanças podem gerar grandes resultados

Quem está estudando para concursos costuma buscar estratégias complexas para melhorar o desempenho. Entretanto, muitas vezes os maiores ganhos vêm daquilo que parece mais simples:

  • dormir entre sete e nove horas por noite;
  • consumir alimentos de boa qualidade;
  • beber água regularmente;
  • movimentar o corpo;
  • fazer pausas durante o estudo;
  • controlar o estresse.

Esses hábitos não substituem dedicação, disciplina e constância, mas potencializam a capacidade do cérebro de aprender.

A aprovação depende do conhecimento adquirido ao longo da preparação — e esse conhecimento depende, em grande parte, da saúde de quem está estudando.

Cuidar da saúde é investir na sua aprovação

Muitos candidatos enxergam alimentação, sono e atividade física como tempo perdido. Na prática, acontece exatamente o contrário.

Esses cuidados:

  • aumentam a capacidade de concentração;
  • melhoram a consolidação da memória;
  • reduzem o cansaço mental;
  • favorecem um estudo de maior qualidade.

A aprovação não começa quando você abre um PDF ou resolve uma questão. Ela começa muito antes disso: na forma como você cuida do seu cérebro todos os dias.

Talvez esse seja um dos diferenciais menos valorizados — e mais importantes — durante a preparação para um concurso público.

O que você vai encontrar nesta coluna

Nas próximas semanas, a coluna da Dra. Camille no blog do Magistrar vai aprofundar temas relacionados à saúde e ao desempenho nos estudos, como:

  • relação entre alimentação e rendimento cognitivo;
  • alimentos que favorecem memória e concentração;
  • sono e aprendizagem;
  • como manter uma alimentação saudável com rotina corrida;
  • ansiedade e alimentação;
  • suplementos realmente ajudam nos estudos?;
  • energéticos: aliados ou inimigos dos concurseiros?;
  • estratégias práticas para melhorar foco, disposição e produtividade.

Nos vemos na próxima matéria.

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