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Oficial de Justiça: o que faz, salário e como se tornar

Entenda quais são as atribuições, o salário, os requisitos e onde encontrar concursos para Oficial de Justiça

O oficial de justiça é o servidor do Poder Judiciário responsável por cumprir ordens judiciais, como citações, intimações, penhoras, arrestos, buscas e apreensões e reintegrações de posse. A função é essencial para que as decisões dos magistrados sejam efetivamente cumpridas.

A carreira de Oficial de Justiça oferece estabilidade, remuneração atrativa e uma rotina predominantemente externa. Dependendo do tribunal, o cargo pode exigir formação em Direito ou outra graduação, além de requisitos específicos previstos no edital.

Neste artigo, você vai entender o que faz um oficial de justiça, quanto ganha, quais são os requisitos, onde trabalha, como funciona o concurso e qual a diferença entre Oficial de Justiça e Analista Judiciário.

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O que faz um Oficial de Justiça?

O Oficial de Justiça cumpre mandados e outras determinações judiciais, realizando diligências para comunicar, executar ou dar efetividade às decisões da Justiça.

Entre as principais atribuições do cargo estão:

  • realizar citações e intimações;
  • cumprir mandados de penhora e arresto;
  • realizar buscas e apreensões determinadas judicialmente;
  • cumprir ordens de despejo;
  • executar reintegrações e imissões na posse;
  • realizar avaliações de bens, quando determinadas;
  • verificar situações determinadas pelo juiz;
  • certificar o cumprimento ou a impossibilidade de cumprimento dos mandados;
  • realizar diligências em endereços de pessoas físicas, empresas e outros locais;
  • cumprir outras determinações previstas na legislação e no regulamento do tribunal.

Na prática, o oficial de justiça atua como um dos principais pontos de contato entre o Poder Judiciário e as partes dos processos.

A rotina é predominantemente externa. Por isso, o profissional pode precisar se deslocar por diferentes regiões para cumprir os mandados recebidos.

O Oficial de Justiça pode trabalhar com apoio policial?

Sim. Dependendo da natureza da diligência e da determinação judicial, o cumprimento do mandado pode contar com apoio da força policial.

Essa situação pode ocorrer, por exemplo, quando há risco à integridade do servidor ou resistência ao cumprimento de uma ordem judicial.

O oficial de justiça, entretanto, não exerce função policial. Sua atribuição é cumprir a determinação judicial e registrar oficialmente o resultado da diligência.

Qual a diferença entre Oficial de Justiça e Analista Judiciário?

A diferença depende da estrutura de carreira adotada pelo tribunal.

Em alguns órgãos, o Oficial de Justiça é um cargo próprio. Em outros, especialmente na Justiça Federal e na Justiça do Trabalho, a atividade pode estar vinculada ao cargo de Analista Judiciário – Área Judiciária, na especialidade de Oficial de Justiça Avaliador Federal.

De forma geral:

Oficial de JustiçaAnalista Judiciário
Atua principalmente em diligências externasGeralmente exerce atividades internas
Cumpre mandados e ordens judiciaisPode elaborar minutas, analisar processos e auxiliar unidades judiciárias
Mantém contato direto com partes e terceirosAtua principalmente dentro do tribunal ou fórum
Pode realizar citações, intimações, penhoras e avaliaçõesAs atribuições dependem da área e especialidade
Pode receber indenizações relacionadas às atividades externas, conforme o órgãoPode receber gratificações e adicionais previstos na carreira

Portanto, Oficial de Justiça e Analista Judiciário não são necessariamente cargos diferentes. A nomenclatura e a estrutura da carreira variam conforme o tribunal.

Leia também: Veja concursos de Analista Judiciário e Oficial de Justiça para 2026

Quanto ganha um Oficial de Justiça?

O salário de um Oficial de Justiça varia conforme o tribunal, a carreira e a legislação aplicável. A remuneração pode ser composta por vencimento básico, gratificações, benefícios e, em determinados casos, indenizações relacionadas às diligências externas.

Nos tribunais federais, o Oficial de Justiça Avaliador Federal integra a carreira de Analista Judiciário e pode receber, além do vencimento básico, a Gratificação de Atividade Externa (GAE) e outras parcelas previstas na legislação.

Nos Tribunais de Justiça estaduais, os valores também variam significativamente. Há concursos com remunerações iniciais na faixa de R$ 8 mil a R$ 18 mil, enquanto determinadas carreiras podem alcançar valores superiores com gratificações, adicionais, progressão funcional e outras vantagens.

Por isso, não existe um salário único para Oficial de Justiça em todo o Brasil. O valor correto deve ser consultado no edital e na legislação do tribunal responsável pelo concurso.

Quais benefícios o Oficial de Justiça pode receber?

Além da remuneração básica, o servidor pode ter direito, conforme as regras do órgão, a benefícios e vantagens como:

  • auxílio-alimentação;
  • auxílio-saúde;
  • adicionais por qualificação;
  • gratificações;
  • progressão na carreira;
  • indenizações relacionadas às atividades externas;
  • outras vantagens previstas na legislação do tribunal.

A composição da remuneração deve sempre ser analisada de acordo com o órgão e o edital do concurso.

O que é preciso para ser Oficial de Justiça?

Os requisitos para ser Oficial de Justiça dependem do tribunal e do edital do concurso.

Entre as exigências que podem aparecer estão:

  • ter a escolaridade exigida pelo edital;
  • possuir diploma de nível superior, quando exigido;
  • em determinados concursos, ter formação em Direito;
  • ter nacionalidade e idade mínima conforme as regras do concurso;
  • estar quite com as obrigações eleitorais;
  • estar quite com as obrigações militares, quando aplicável;
  • apresentar aptidão física e mental;
  • cumprir outros requisitos específicos estabelecidos pelo órgão.

Em alguns concursos, também pode haver exigência de Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Por isso, quem pretende seguir a carreira deve verificar sempre o edital do tribunal escolhido.

Leia também: Ansiedade e estudos: como o estresse afeta a memória e o desempenho nos concursos

É preciso ser formado em Direito para ser Oficial de Justiça?

Não existe uma regra única para todos os concursos de Oficial de Justiça.

A exigência de formação depende da carreira e do tribunal. Alguns concursos podem exigir bacharelado em Direito, enquanto outros estabelecem requisitos diferentes.

Na Justiça Federal e na Justiça do Trabalho, por exemplo, a atividade de Oficial de Justiça Avaliador Federal está vinculada à carreira de Analista Judiciário, e os requisitos devem ser conferidos na legislação e no edital de cada concurso.

Assim, a formação exigida não deve ser presumida: é necessário consultar o edital.

Oficial de Justiça precisa ter CNH?

Pode precisar, dependendo do concurso.

Como a função envolve diversas diligências externas, alguns tribunais podem exigir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) entre os requisitos para posse.

Também podem existir regras específicas sobre deslocamento e indenização de despesas relacionadas às diligências.

O candidato deve conferir essa informação no edital do concurso que pretende prestar.

Oficial de Justiça usa veículo próprio?

Isso depende das regras de cada tribunal.

Como parte importante do trabalho é realizada externamente, alguns órgãos estabelecem regras para deslocamento dos oficiais de justiça e podem prever indenização ou auxílio relacionado às diligências.

Não é possível afirmar que todo Oficial de Justiça seja obrigado a utilizar veículo próprio. A regra deve ser consultada na legislação e no edital do respectivo tribunal.

Quais órgãos realizam concursos para Oficial de Justiça?

Concursos para atividades de Oficial de Justiça podem ser realizados por diferentes órgãos do Poder Judiciário.

Entre os principais estão:

  • Tribunais de Justiça (TJs);
  • Tribunais Regionais Federais (TRFs);
  • Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs);
  • Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), quando houver previsão da carreira;
  • outros órgãos do Poder Judiciário, conforme sua estrutura de cargos.

A nomenclatura também pode variar. O candidato pode encontrar o cargo como Oficial de Justiça, Oficial de Justiça Avaliador, ou como especialidade dentro da carreira de Analista Judiciário.

Como funciona o concurso para Oficial de Justiça?

A forma de seleção depende do tribunal e do edital, mas a etapa mais comum é a prova objetiva.

Dependendo do concurso, também podem ser previstas outras etapas, como:

  • prova discursiva;
  • prova de redação;
  • avaliação de títulos;
  • teste de aptidão física, quando previsto;
  • exames médicos;
  • outras avaliações estabelecidas pelo edital.

Nas provas objetivas, é comum a cobrança de disciplinas como:

  • Língua Portuguesa;
  • Direito Constitucional;
  • Direito Administrativo;
  • Direito Civil;
  • Direito Processual Civil;
  • Direito Penal;
  • Direito Processual Penal;
  • legislação específica;
  • conhecimentos gerais ou específicos.

O conteúdo, entretanto, varia conforme o tribunal e a banca organizadora.

O que estudar para o concurso de Oficial de Justiça?

Quem deseja conquistar uma vaga de Oficial de Justiça deve começar pelo edital do concurso ou pelo conteúdo programático do último edital do tribunal escolhido.

De maneira geral, a preparação pode envolver três frentes:

1. Disciplinas básicas: Língua Portuguesa e outras matérias gerais previstas no edital.

2. Disciplinas jurídicas: Direito Constitucional, Administrativo, Civil, Processual Civil, Penal e Processual Penal, conforme o cargo.

3. Legislação específica: normas relacionadas ao tribunal, ao Poder Judiciário e às atribuições do cargo.

Além de estudar teoria, o candidato deve resolver questões de concursos anteriores, revisar os conteúdos e acompanhar a legislação e a jurisprudência cobradas pela banca.

Como é a rotina de um Oficial de Justiça?

A rotina do Oficial de Justiça é diferente da de muitos servidores que trabalham exclusivamente dentro dos tribunais.

O profissional recebe mandados e determinações judiciais e precisa organizar as diligências necessárias para cumpri-los dentro dos prazos estabelecidos.

Entre as atividades da rotina estão:

  1. receber e analisar os mandados;
  2. planejar as diligências;
  3. deslocar-se até os endereços indicados;
  4. realizar a citação, intimação ou outra diligência determinada;
  5. registrar o resultado;
  6. elaborar a certidão correspondente;
  7. devolver o mandado para o processo.

A rotina pode envolver deslocamentos frequentes e contato com pessoas em diferentes situações. Por isso, organização, comunicação, responsabilidade e equilíbrio são características importantes para o exercício da função.

Oficial de Justiça trabalha dentro ou fora do fórum?

O trabalho é predominantemente externo, embora o servidor também realize atividades internas relacionadas aos mandados e aos processos.

A proporção entre atividades externas e internas depende da organização do tribunal, da região de atuação e da quantidade e natureza das diligências.

Essa característica é justamente uma das principais diferenças entre a carreira e diversos cargos administrativos do Poder Judiciário.

Oficial de Justiça tem estabilidade?

Sim. Como servidor público efetivo, o Oficial de Justiça pode adquirir estabilidade após o cumprimento dos requisitos legais e do estágio probatório, desde que seja aprovado em concurso público e nomeado para cargo efetivo.

A estabilidade é uma das características que tornam a carreira atrativa para quem busca segurança profissional no serviço público.

Vale a pena ser Oficial de Justiça?

Para quem busca uma carreira no Poder Judiciário e prefere uma rotina menos restrita ao ambiente de escritório, o cargo de Oficial de Justiça pode ser uma opção atrativa.

Entre os principais pontos positivos estão:

  • estabilidade no serviço público;
  • remuneração competitiva;
  • possibilidade de crescimento na carreira;
  • benefícios e gratificações, conforme o órgão;
  • rotina dinâmica;
  • atuação diretamente relacionada ao cumprimento das decisões judiciais.

Por outro lado, o candidato deve considerar que a profissão envolve deslocamentos, cumprimento de prazos, contato com diferentes públicos e, em determinadas situações, atuação em ambientes de maior tensão.

Por isso, conhecer as atribuições do cargo antes de escolher essa carreira é fundamental.es, a carreira continua sendo uma das mais procuradas pelos concurseiros que desejam ingressar no Judiciário.

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