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De quase policial a aprovado no ENAM em 6 meses: “Faça o básico bem feito”

Gabriel Barbosa aprendeu que o básico bem feito é o caminho, e conquistou a aprovação no ENAM na primeira tentativa

Gabriel Fernando Barbosa e Silva tem 25 anos e vive em Pontal do Araguaia, no interior de Mato Grosso. É advogado há dois anos e recentemente foi aprovado no ENAM, mas sua história começou de um jeito bem diferente.

Em entrevista à equipe de jornalismo do Magistrar, Gabriel conta que começou a estudar para concursos em 2022: a polícia era o objetivo, a carreira que parecia fazer sentido enquanto ainda estava nos bancos escolares. Mas, em julho de 2025, algo mudou. Não foi epifania. Não foi crise existencial. Foi, simplesmente, um redirecionamento, um momento em que olhou para a vida e pensou: não quero ser policial, quero magistratura.

Gabriel Barbosa

E, naquele mês, virou a chave: saiu dos concursos policiais e entrou no ENAM, que seria realizado em outubro de 2025, exatamente três meses depois.

Três meses é um tempo curtíssimo para ser aprovado em um exame como o ENAM. Mas Gabriel não começava do zero. Ele estudava desde 2022, três anos lendo lei seca, resolvendo questões e acompanhando jurisprudência.

Sabia, portanto, como aquela máquina funcionava. O que faltava era método, organização e aquela coisa que os melhores cursos vendem e poucos, de fato, entregam: objetividade.

“A minha rotina de estudo antes do Magistrar poderia ser considerada ‘boa’, tendo em vista que já fazia o padrão, por exemplo: lei seca, jurisprudência e questões; no entanto, faltava um material consistente”, explica.

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Ele havia feito inúmeros cursos, tantos que perdeu a conta. E, em cada um deles, encontrava o mesmo problema: “Nos outros cursos, a única coisa boa era a propaganda enganosa: era pouco material e objetividade para muita propaganda“. Gabriel não tinha tempo para propaganda, tinha três meses.

Quando chegou julho de 2025, com a inscrição para o ENAM aberta e o prazo se aproximando, Gabriel entendeu que precisava de mais do que disciplina.

Precisava de direcionamento: alguém que dissesse faça isso, não aquilo. Precisava de um material que não fosse um amontoado de aulas, simulados soltos e PDFs que nunca levam a lugar nenhum.

Foi então que ele conheceu o Magistrar pelo Instagram. Ele pesquisou, analisou, leu sobre a plataforma. E, no fim, a decisão se baseou em algo simples: “Achei interessante o material e a objetividade que vocês entregam”. Era exatamente o que faltava, e o que ele precisava para transformar três anos de estudo desorganizado em três meses de preparação concentrada.

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A reta final de 3 meses

Gabriel começou no Magistrar em novembro de 2025 e fechou-se ali por três meses. Tecnicamente, não eram três meses “puros”: havia toda a bagagem anterior, aqueles três anos de lei seca e as leituras de jurisprudência que se acumularam no caminho. Mas o Magistrar foi o “catalisador”, o que transformou caos em ordem.

“Comecei com o Magistrar em novembro de 2025 para o MP/GO; portanto, fiquei com vocês desde a abertura do edital do ENAM 5 até a reta final, o que deu, em média, 3 meses”, explicou.

A rotina era a que funciona: entrava nos vídeos de mentoria, assistia à reta final no YouTube, mergulhava no Cérebro Magistrar, o sistema que obriga você a estudar lei seca enquanto resolve questões — e resolvia tudo o que conseguia. “Literalmente, assistia à videoaula da mentoria, à reta final do YouTube, fazia o Cérebro, MUITA lei seca e resolução de questões — que, no meu caso, é inegociável“. Não era criativo. Não era “cool”. Mas funcionava.

E funcionar, para Gabriel, era tudo o que importava. Porque ele aprendeu, nesses três anos de estudo, que a criatividade pode virar inimiga da aprovação. A fórmula, por outro lado, é amiga: lei seca sem inventar moda, jurisprudência sem reinterpretação, questões em volume industrial. Tudo convergindo para um ponto: o básico feito com perfeição.

Gabriel percebia que muitos alunos tentavam ser originais, buscar atalhos, descobrir a “verdadeira” estrutura do ENAM. Mas entendeu que não havia verdade escondida: havia apenas o básico executado com obsessão. E essa obsessão, concentrada, gerava resultado.

Os simulados começaram a melhorar, não de forma exponencial, mas de maneira gradual, incremental.

“De acordo com o seu comprometimento com os estudos, é natural que a pontuação aumente”, comentou com a franqueza. Sabia que havia variáveis fora do próprio controle: “Pena que, na hora da prova, há muitas variáveis (estresse, ansiedade, entre outras)“. Ainda assim, seguiu.

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O drama dos 6 pontos

Então chegou outubro de 2025. A prova foi aplicada. Gabriel saiu da sala do ENAM com aquela sensação estranha que todo mundo conhece: a certeza de que passou misturada ao medo terrível de estar errado. Esperou. Acompanhou o gabarito preliminar, calculou a pontuação. E descobriu: 53 pontos. Não passou!

Naquele momento, depois de meses de dedicação, de três anos estudando e de virar a vida de ponta-cabeça para chegar até ali, veio a constatação brutal de que não tinha sido suficiente. Gabriel relembra com a honestidade de quem não mascara: “Minha reação foi de derrota”.

Mas então aconteceu o que muda histórias. Dias depois, a FGV retificou o gabarito. Havia erros. Havia questões que deveriam contar de outra forma. E, quando Gabriel recalculou, esperando ganhar talvez um ponto, talvez dois, descobriu que havia ganhado seis. Seis pontos. De 53 para 59. De reprovado para aprovado.

Seis pontos é a diferença entre estar aqui e estar ali. Entre continuar estudando e finalmente poder seguir adiante.

“A minha nota subiu para 59. A minha reação foi de derrota porque, no primeiro momento, eu havia reprovado. Com a retificação do gabarito, acabei ganhando 6 pontos, que foram importantes para que eu pudesse passar”.

E então, após a aprovação: “Ganhar sempre é bom; nos traz a sensação de que estamos no caminho certo”. Era uma forma elegante de dizer que venceu. Que aqueles três anos, aqueles três meses, e o drama dos seis pontos — tudo tinha valido a pena.

Gabriel agora aguarda o resultado definitivo do ENAM. Formalmente, a aprovação ainda depende do gabarito final. Mas ele sabe que passou. Sabe que, em breve, seu nome estará na lista, e que poderá começar a escolher o próximo passo: magistratura estadual, promotoria, qual tribunal.

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A jornada que começou em julho de 2025, quando decidiu deixar os concursos policiais para mirar a magistratura, chegava ao primeiro ponto de chegada. E essa chegada custou “apenas” seis pontos.

Quando questionado sobre qual conselho daria a si próprio do passado, Gabriel não hesitou: “Meu conselho seria: faça o básico bem feito — por exemplo: lei seca, jurisprudência e questões. Com o material do Magistrar, isso tudo fica fácil”.

Não há magia. Não há atalho. Há apenas o trabalho de fazer o básico tão bem feito que, quando aqueles seis pontos aparecerem, porque sempre aparecem, em algum lugar, você esteja ali, pronto, esperando por eles. Gabriel Barbosa, de Pontal do Araguaia, estava pronto. E, quando os seis pontos chegaram, não deixou que escapassem.

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