black cerebro
Início Notícias “Deus já sabia as medidas da minha toga”: candidata supera crise e conquista a aprovação no ENAM

“Deus já sabia as medidas da minha toga”: candidata supera crise e conquista a aprovação no ENAM

Após enfrentar dores intensas, tratamento multidisciplinar e períodos de desânimo, Rosane Barbosa encontrou no direcionamento do Magistrar forças para a aprovação

A aprovação no Exame Nacional da Magistratura (ENAM) representou muito mais do que uma habilitação para Rosane Monteiro Barbosa, de 34 anos, de Manhuaçu (MG).

Em meio a uma preparação marcada por dificuldades de saúde, períodos de interrupção nos estudos e dúvidas sobre a possibilidade de alcançar a Magistratura, ela conseguiu superar os obstáculos e conquistar a aprovação na condição de pessoa com deficiência (PcD).

Bacharel em Direito, com pós-graduação em Direito Constitucional e Processual Civil, Rosane retomou os estudos para concursos em 2023. No mesmo período, foi diagnosticada com fibromialgia, condição que passou a impactar diretamente sua rotina de preparação.

A trajetória até o resultado de 47 acertos foi marcada por recomeços, adaptações e, sobretudo, perseverança.

O sonho da Magistratura diante de novos desafios

Rosane conta que decidiu retomar os estudos para concursos em janeiro de 2023. Foi justamente nesse período que recebeu o diagnóstico de fibromialgia, que trouxe dores crônicas e outros sintomas capazes de interferir na rotina de estudos.

Entre 2023 e 2025, tentou se preparar sozinha e também por meio de outro cursinho, mas encontrou dificuldades para manter uma rotina constante.

“Por inúmeras vezes pensei em desistir. Afinal, se eu tinha tanta dificuldade para estudar e estava sempre recomeçando, como seria possível me tornar juíza?”, relatou.

O questionamento fez com que, em alguns momentos, o sonho da Magistratura parecesse distante.

“Parecia inútil continuar sonhando…”, afirmou.

Foi nesse cenário que Rosane conheceu a Mentoria do Magistrar, no final de 2025, e decidiu mudar a forma como encarava a preparação.

Quando o direcionamento mudou a rotina de estudos

Entre dezembro de 2025 e o início de janeiro de 2026, Rosane começou a perceber mudanças na preparação. Os cronogramas passaram a ajudá-la a organizar as atividades e a reduzir as dificuldades relacionadas à procrastinação e à falta de organização.

“As orientações do Piovesan eram cirúrgicas e me fortaleciam gradativamente no enfrentamento dessas dificuldades”, destacou.

Mesmo sem conseguir cumprir a carga horária que desejava, ela passou a concentrar os esforços no que estava previsto no planejamento: aulas, leitura de lei seca, informativos e exercícios.

“Bastava me ater às aulas, às leituras de lei seca e aos informativos, além dos exercícios diariamente programados”, explicou.

A evolução, porém, seria interrompida por uma nova crise.

Entrar na Comunidade Lei Seca

Gratuito • Acelere sua aprovação

Uma crise de dor que quase interrompeu a preparação

No final de janeiro de 2026, Rosane enfrentou uma forte crise de dor. O quadro se prolongou e fez com que até as atividades mais básicas de estudo se tornassem difíceis.

Em fevereiro, o Magistrar criou a Comunidade de Leitura da Lei Seca. Rosane passou a acompanhar os encontros conduzidos pela professora Isadora, inicialmente como uma forma de manter algum contato diário com os estudos.

“Essas aulas tornaram-se o meu incentivo para começar o dia e seguir, na medida do possível, mesmo com dores intensas por todo o corpo e a névoa mental aumentando”, contou.

Com a piora das dores, chegou um momento em que ela já não conseguia se levantar da cama. Ainda assim, passou a acompanhar as aulas deitada, apenas ouvindo.

“Passei a acompanhar os encontros deitada, apenas ouvindo a voz da Professora Isadora”, relatou.

A situação chegou a um ponto em que nem mesmo a leitura da legislação era possível. Foi então que Rosane precisou reformular o tratamento médico e o acompanhamento psicológico, contando também com o apoio do marido, Rafael, além de familiares e amigos.

Leia também: ENAM 2026.2: edital publicado; provas em novembro!

A fé como força para continuar

Em meio ao período mais difícil da preparação, Rosane chegou a pensar em desistir do concurso. Foi nesse momento que uma fala do professor Alexandre Piovesan ganhou um significado especial para ela.

“Como está escrito em Ezequiel 37, Deus levanta até ossos secos! Profetize sobre sua vida! Ele já sabe as medidas da sua toga!”, lembrou.

A frase se tornou uma referência para Rosane durante a fase mais delicada da preparação.

“Desistir já não era opção: eu não estava mais sozinha nessa jornada”, afirmou.

Ela iniciou uma nova abordagem terapêutica, com bloqueios venosos semanais em ambiente hospitalar, já que os medicamentos por via oral não estavam produzindo o efeito esperado.

O alívio começou pouco antes da realização do ENAM 2026.1.

Siga @magistrarcursos
📚 Conteúdos diários, dicas de estudos e novidades sobre concursos jurídicos

Mesmo sem estudar como gostaria, decidiu fazer a prova

Na reta final, Rosane ainda chegou a considerar não comparecer ao exame. A preparação havia sido muito menor do que ela imaginava no início, e a situação provocava frustração.

“Cheguei a pensar em não comparecer; chorei e senti profunda frustração por não ter estudado como gostaria”, revelou.

Apesar disso, decidiu ir para a prova. Segundo ela, mesmo com o número reduzido de horas de estudo, o direcionamento recebido permitiu que tivesse contato com grande parte do conteúdo cobrado.

“Considerei que, embora o volume de horas tivesse sido reduzido, o estudo havia sido guiado por um direcionamento certeiro.”

Sem garantias sobre o resultado, Rosane realizou o exame.

“Assim, com receio e sem garantias, fui prestar o exame”, contou.

Ao terminar a prova, não sabia se alcançaria a nota de corte, mas percebeu que reconhecia boa parte dos conteúdos cobrados.

Para sua surpresa, veio a aprovação com 47 acertos, na condição de PcD.

Leia também: Matérias ENAM 2026.2: o que cai na prova e como estudar para 80 questões

A aprovação como confirmação de que era possível

O resultado trouxe a confirmação de que todo o esforço, mesmo realizado em condições diferentes das planejadas, havia valido a pena.

“O método do Magistrar e a condução precisa do Piovesan foram pilares indispensáveis, assim como o apoio incondicional do meu marido”, destacou.

Para Rosane, porém, a conquista também representa uma prova de que a constância pode assumir diferentes formas durante uma preparação.

A trajetória mostrou que estudar não significa necessariamente cumprir todos os dias a carga horária ideal. Em determinados períodos, continuar significou apenas fazer o possível diante das circunstâncias.

“Acima de tudo, foi a fé que me sustentou e me trouxe até aqui”, afirmou.

“Ninguém vence sozinho”

Ao olhar para o caminho percorrido, Rosane destaca a importância das pessoas que estiveram ao seu lado durante os momentos mais difíceis.

Além do marido, familiares, amigos, professores e profissionais que acompanharam seu tratamento tiveram participação importante na trajetória.

“Deus envia anjos em nosso caminho — sejam na figura de familiares e amigos, sejam na de professores e médicos”, disse.

A aprovação no ENAM, portanto, não encerra o projeto de Rosane. Pelo contrário: representa mais um passo em direção ao objetivo de chegar à Magistratura.

“É por essa razão que hoje escrevo este relato, com lágrimas nos olhos: para testemunhar que vale a pena perseverar em meio à adversidade.”

E resume a principal lição que leva dessa experiência:

“Na vida, ninguém vence sozinho!”

Este conteúdo foi útil?

Compartilhe este conteúdo