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“Se não for agora, não vai ser mais”: delegada supera dúvidas e conquista aprovação no ENAM

Após atuar como agente da Polícia Federal e delegada no Pará, Clarissa Costa encontrou no Magistrar o direcionamento para alcançar 64 pontos no exame

Natural de Recife/PE e morando em Belém/PA há 13 anos, a delegada de polícia Clarissa Danielle Borba Costa, de 44 anos, construiu uma trajetória profissional marcada por mudanças de carreira e novos desafios. Formada em Jornalismo e Direito, ela começou a estudar para concursos em 2009, após concluir a primeira graduação e decidir que não queria mais atuar na área.

O primeiro objetivo era ingressar na Polícia Federal. Naquele ano, chegou a ser aprovada na primeira fase para escrivã, mas acabou eliminada no Teste de Aptidão Física (TAF), para o qual não havia se preparado.

A experiência serviu como ponto de partida para uma preparação mais estruturada. Entre 2011 e 2012, voltou a estudar com foco no cargo de agente da PF e, cerca de um ano depois, conquistou a aprovação.

“Eu comecei a estudar de verdade, em 2011 para 2012, para agente da Polícia Federal, que era o meu sonho.”

Aprovada em 2012, tomou posse em 2013 e foi lotada em Altamira, no interior do Pará.

Quando o cargo dos sonhos já não era suficiente

Depois de conquistar o cargo que havia buscado, Clarissa acreditava que não precisaria mais estudar para concursos. Mas a vontade de continuar crescendo profissionalmente falou mais alto.

Como ainda não tinha formação em Direito, pediu remoção para Belém para cursar a graduação. Desde o primeiro período, porém, já tinha um novo objetivo: tornar-se delegada da Polícia Civil do Pará.

“Eu entrei já no primeiro período da faculdade, já focada em ser delegada.”

A preparação aconteceu simultaneamente à graduação. O resultado veio antes mesmo da conclusão do curso: no oitavo período de Direito, Clarissa foi aprovada para o cargo de delegada no Pará.

Ela conseguiu antecipar um ano da faculdade e tomou posse apenas três dias depois de receber o diploma.

Naquele momento, acreditava novamente ter chegado ao objetivo final.

“Eu achei que delegado fosse realmente o cargo dos meus sonhos.”

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“Eu zerei e voltei tudo de novo”

A história, porém, ainda teria outro capítulo. Depois de assumir como delegada, Clarissa chegou a doar os livros, cadernos e materiais que havia acumulado durante os anos de preparação.

“Eu dei todos. Eu não tinha mais nada, porque eu realmente achei que o cargo de delegado para mim seria o meu topo.”

Com o tempo, entretanto, surgiu novamente a necessidade de buscar algo além. Foi então que decidiu retomar os estudos, dessa vez mirando a Magistratura.

O recomeço não foi simples. Depois de anos concentrada na área policial, precisou voltar a estudar disciplinas que não faziam parte de sua rotina de preparação anterior, especialmente matérias do Direito Privado.

“Eu zerei e voltei tudo de novo e com muitas dificuldades.”

A diferença entre as áreas de cobrança fez com que a preparação exigisse uma nova adaptação. Clarissa, que tinha maior familiaridade com Direito Penal e Processo Penal, precisou ampliar sua base para encarar o conteúdo exigido na carreira jurídica.

Quando a Magistratura deixou de parecer impossível

Foi nesse contexto que Clarissa começou a prestar o Exame Nacional da Magistratura (ENAM). Na primeira edição que realizou, ficou a apenas um ponto da aprovação, quando fez 55 pontos.

O resultado chamou sua atenção. Mesmo tendo estudado por poucos meses, percebeu que a Magistratura talvez não estivesse tão distante quanto imaginava.

“Eu acho que é uma luz aí de que eu consigo, de que eu sou capaz.”

A evolução, entretanto, não foi linear. No exame seguinte, enfrentou problemas pessoais e sua pontuação caiu para 47. Depois, alcançou 51 e 55 pontos respectivamente nas edições seguintes.

A sequência de resultados fez com que ela alternasse entre a vontade de continuar e o pensamento de desistir.

“Eu falei, não, não é possível que isso é para mim, que deve ser para mim.”

Foi justamente nesse processo que Clarissa começou a enxergar as reprovações de outra maneira. Em vez de interpretá-las apenas como fracassos, passou a vê-las como parte do caminho até a aprovação.

“Eu tô no caminho certo, que eu tô reprovando, então um dia vai chegar a aprovação.”

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“Se não for agora, não vai ser mais”

Entre a quarta e a quinta tentativa, Clarissa já acompanhava o Magistrar pelas redes sociais. Ela conta que começou a se identificar com os relatos de alunos aprovados e, especialmente, com a história de uma juíza apresentada pela plataforma.

O relato despertou nela a sensação de que poderia encontrar ali o direcionamento que procurava.

“Não, eu acho que esse Magistrar é o que eu tenho que fazer”, afimou.

A identificação com outras histórias de candidatos também teve peso na decisão. Clarissa conta que acompanhou diversas vezes um depoimento de uma aluna que conciliou a preparação com a maternidade e enfrentou dificuldades pessoais.

Foi então que decidiu apostar no Magistrar para a quinta edição do exame.

“Se não for agora, não vai ser mais, porque eu não aguento mais.”

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Uma preparação seguindo o método à risca

A mudança de estratégia trouxe uma preparação mais direcionada. Clarissa passou a utilizar diferentes ferramentas da plataforma e a seguir de forma sistemática o planejamento proposto.

Entre as atividades, estavam os simulados, que ela chegou a imprimir, além das aulas de Lei Seca pela manhã e dos exercícios de jurisprudência e informativos.

“Eu segui tudo que o Magistrar falou, tudo, eu segui.”

A preparação também teve momentos em que o conteúdo estudado apareceu diretamente na prova. Clarissa se recorda, por exemplo, de uma questão de Direito Empresarial que havia sido trabalhada pelos professores no aulão anterior ao exame.

Ao encontrar a questão na prova, reconheceu imediatamente o conteúdo.

“Quando eu vi na prova, eu falei: não, ele falou isso ontem.”

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Da dúvida à aprovação no ENAM

A estratégia resultou em uma mudança expressiva no desempenho. Na quinta edição, Clarissa alcançou 64 pontos, resultado que confirmou para ela que a Magistratura poderia, de fato, fazer parte de sua trajetória.

A aprovação também encerrou um ciclo de dúvidas que havia acompanhado suas primeiras tentativas.

“Quando eu vi que eu fiz 64, eu falei: não, é pra mim.”

Aos 44 anos, depois de passar pelo Jornalismo, pela Polícia Federal e pela Polícia Civil, Clarissa agora inicia uma nova etapa profissional. A aprovação no ENAM representa mais um passo em direção ao objetivo que surgiu depois de já ter conquistado dois cargos públicos na área policial.

Sua trajetória também mostra uma preparação construída a partir de diferentes recomeços: primeiro para a Polícia Federal, depois para a carreira de delegada e, mais recentemente, para a Magistratura.

“O Magistrar me ganhou, sabe, me ganhou, porque eu já estava realmente pra desistir, achando que não era pra mim.”

Agora, com a habilitação no ENAM, Clarissa segue estudando para transformar o novo objetivo em mais uma aprovação.

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