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Concurso TRT 1 Juiz: Câmara aprova criação de 24 cargos para Juiz do Trabalho e Juiz Substitutos

Projeto também cria novas varas no Rio de Janeiro; carreira tem subsídio inicial de R$ 37,7 mil

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que prevê a ampliação da estrutura do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT 1), no Rio de Janeiro, com a criação de 24 novos cargos para a Magistratura do Trabalho

O texto aprovado faz parte do Projeto de Lei (PL) 1400/2015 e agora segue para análise do Senado Federal. Caso avance no Congresso, ainda será necessária a sanção para que os novos cargos sejam formalmente criados. A redação final foi aprovada pela Câmara em 1º de setembro de 2026.

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Situação atual do concurso TRT 1 Juiz

A principal novidade para quem pretende ingressar na Magistratura do Trabalho é a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do substitutivo ao PL 1400/2015, que amplia a estrutura do TRT da 1ª Região.

Na versão aprovada, estão previstas a criação de:

  • 12 cargos de Juiz do Trabalho Substituto
  • 12 cargos de Juiz do Trabalho
  • 12 novas Varas do Trabalho

O texto originalmente previa quantitativos maiores, mas passou por redução para adequação financeira e orçamentária. Segundo as informações apresentadas durante a votação, o TST encaminhou em agosto de 2026 uma nova proposta para adequar o projeto aos recursos previstos para a Justiça do Trabalho em 2027.

A proposta orçamentária da Justiça do Trabalho para 2027 já contempla valores para implementação do projeto. Isso, entretanto, não significa que os cargos poderão ser providos imediatamente, já que a execução dependerá da aprovação do orçamento, da disponibilidade de recursos e dos demais procedimentos administrativos.

Após a aprovação do substitutivo e da redação final pela Câmara, a matéria foi encaminhada ao Senado Federal.

Onde serão criadas as novas Varas do Trabalho?

A expansão prevista pelo projeto envolve 12 novas Varas do Trabalho, distribuídas por municípios do estado do Rio de Janeiro.

As novas unidades estão previstas para:

  • Angra dos Reis
  • Barra do Piraí
  • Cabo Frio
  • Campos dos Goytacazes
  • Duque de Caxias
  • Itaperuna
  • Magé
  • Petrópolis
  • Rio de Janeiro

Durante a votação do projeto, também foi destacado que o texto sofreu redução em relação à proposta original, que previa 19 cargos de Juiz do Trabalho e outros 19 de Juiz do Trabalho Substituto. O quantitativo aprovado caiu para 12 em cada categoria.

Veja mais: Concursos para Juiz 2026: Tribunais de Justiça, TRF e TRT

Cargos do concurso TRF 1 Juiz

Embora o projeto preveja 24 novos cargos ligados à magistratura, é importante diferenciar as oportunidades. São 12 cargos de Juiz do Trabalho e outros 12 cargos de Juiz do Trabalho Substituto. A criação dos cargos, portanto, pode aumentar o número de vagas disponíveis para o TRT 1 em um futuro concurso da Magistratura do Trabalho.

Isso não significa, porém, que um edital com 12 vagas para o Rio de Janeiro será publicado imediatamente após eventual sanção da proposta. O provimento dependerá da existência efetiva das vagas, disponibilidade orçamentária e planejamento da Justiça do Trabalho.

A Resolução nº 75/2009 do CNJ também determina que o provimento dos cargos da magistratura observe a necessidade do serviço e a disponibilidade orçamentária.

Requisitos

Com base nas regras atualmente aplicáveis à Magistratura e no último concurso nacional, o candidato ao cargo de Juiz do Trabalho Substituto deve possuir diploma de bacharel em Direito reconhecido pelo MEC e comprovar três anos de atividade jurídica, exercidos após a obtenção do grau de bacharel em Direito.

Além disso, será necessário cumprir outros requisitos gerais, como:

  • Ser brasileiro nato ou naturalizado, observadas as hipóteses previstas em lei
  • Estar quite com as obrigações eleitorais e, quando aplicável, militares
  • Estar no gozo dos direitos civis e políticos
  • Possuir idoneidade moral e bons antecedentes
  • Ter condições físicas e psicológicas compatíveis com o exercício do cargo
  • Ser aprovado em todas as etapas do concurso

ENAM será obrigatório no próximo concurso

Uma mudança importante em relação ao edital de 2023 é a criação do Exame Nacional da Magistratura (ENAM). A Resolução nº 531/2023 do CNJ passou a exigir a aprovação no ENAM como pré-requisito para a inscrição preliminar nos concursos da magistratura cujos editais sejam publicados após a entrada em vigor da norma.

Veja mais: ENAM 2026.2: inscrições abertas; veja prazo, taxa e como se inscrever

Salário de Juiz do TRT 1

O subsídio inicial atualmente previsto para o cargo de Juiz do Trabalho Substituto é de R$ 37.765,55. A estrutura remuneratória vigente, divulgada pelo Tribunal Superior do Trabalho, estabelece os seguintes valores para a magistratura:

CargoSubsídio
Juiz do Trabalho SubstitutoR$ 37.765,55
Juiz de Vara TrabalhistaR$ 39.753,21
Desembargador do TrabalhoR$ 41.845,49

Como foi o último concurso com vagas para Juiz do TRT 1?

Atualmente, o ingresso na Magistratura do Trabalho ocorre por meio do Concurso Público Nacional Unificado, promovido pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).

O último edital foi publicado em 2023, realizado pelo CSJT com assessoria da Fundação Getulio Vargas (FGV). O certame ofertou 300 cargos de Juiz do Trabalho Substituto em todo o país.

Desse total, o TRT da 1ª Região recebeu 45 vagas, um dos maiores quantitativos entre os Tribunais Regionais do Trabalho participantes.

Etapas do último concurso para Juiz do Trabalho

O último Concurso Nacional Unificado para a Magistratura do Trabalho foi estruturado em cinco etapas:

  1. Prova Objetiva Seletiva
  2. Duas Provas Escritas
    • Prova Discursiva
    • Prova Prática de Sentença Trabalhista
  3. Inscrição Definitiva e avaliações
    • Sindicância da vida pregressa e investigação social
    • Exame de sanidade física e mental
    • Exame psicotécnico
  4. Prova Oral
  5. Avaliação de Títulos

As quatro primeiras etapas reuniam avaliações eliminatórias, enquanto a prova de títulos tinha caráter classificatório.

Prova Objetiva

A primeira etapa do último edital contou com 100 questões de múltipla escolha, distribuídas em três blocos.

Bloco I (40 questões)

  • Direito Individual do Trabalho
  • Direito Coletivo do Trabalho
  • Direito Administrativo
  • Direito Penal
  • Noções Gerais de Direito e Formação Humanística

Bloco II (30 questões)

  • Direito Processual do Trabalho
  • Direito Constitucional
  • Direito Constitucional do Trabalho
  • Direito Civil
  • Direito da Criança, do Adolescente e do Jovem

Bloco III (30 questões)

  • Direito Processual Civil
  • Direito Internacional e Comunitário
  • Direito Previdenciário
  • Direito Empresarial
  • Direitos Humanos e Direitos Humanos Sociais

Para ser habilitado, o candidato precisava alcançar pelo menos 12 acertos no Bloco I, nove no Bloco II e nove no Bloco III, além de obter no mínimo 60 acertos no total da prova.

Provas escritas

A segunda etapa foi dividida em duas avaliações:

  • Prova escrita discursiva: com até dez questões e possibilidade de cobrança de qualquer disciplina prevista no programa. O edital determinava prioridade para conteúdos trabalhistas e processuais trabalhistas, além da avaliação do raciocínio jurídico e do conhecimento multidisciplinar. Para aprovação, era necessário obter aproveitamento mínimo de 60%
  • Prova prática de sentença trabalhista: baseada na solução de um caso concreto. Nessa avaliação também era exigido aproveitamento mínimo de 60%

Terceira, quarta e quinta etapas

Após as provas escritas, os candidatos passavam pela inscrição definitiva, investigação social, sindicância da vida pregressa, exames de saúde e avaliação psicológica.

Os habilitados seguiam para a prova oral, de caráter eliminatório e classificatório.

Por fim, era realizada a avaliação de títulos, última fase do concurso e de caráter exclusivamente classificatório.

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