O sonho de ingressar na Magistratura acompanha Dalila do Nascimento Freitas Bazela desde a juventude. Aos 39 anos, a advogada acaba de transformar anos de persistência em uma importante conquista: a aprovação no Exame Nacional da Magistratura (ENAM 2026.1).
A aprovação veio na terceira tentativa de Dalila no exame e representa mais um passo em uma trajetória marcada por desafios, interrupções e, sobretudo, pela determinação de não abandonar o objetivo de se tornar juíza.
Um sonho que começou ainda na faculdade
Dalila conta que o desejo pela Magistratura surgiu ainda durante a faculdade. Na época, porém, a carreira parecia distante de sua realidade.
Aos 17 anos, enquanto cursava Direito, ela trabalhava como operadora de telemarketing e também ajudava a família vendendo trufas produzidas pela mãe. A família era formada apenas por ela, a mãe e o irmão mais novo.
Mesmo diante das dificuldades, Dalila enxergava nos estudos uma possibilidade de mudar sua realidade.

“Eu era uma garota de 17 anos com muito medo da vida nessa época, já que as dificuldades que eu já havia enfrentado até então me fizeram amadurecer mais cedo. Mas ainda assim eu sonhava e sabia que a única forma de eu sair daquela situação era estudando”, relembra.
Ela se formou em 2008 e começou a advogar. No ano seguinte, abriu o próprio escritório ao lado do então noivo, hoje seu esposo. O pequeno espaço era dedicado inicialmente ao atendimento de clientes da área trabalhista.
Apesar da nova fase profissional, o sonho da Magistratura do Trabalho continuava presente.
Tentativas, pausas e a vontade de continuar
Em 2012, Dalila começou a estudar em um cursinho presencial. Naquele momento, entretanto, ainda não sabia como organizar uma preparação de longo prazo.
Segundo ela, havia muita informação e faltava orientação sobre como estudar de forma estratégica.
Em 2013, veio uma nova mudança em sua vida: o nascimento da filha. Os estudos foram interrompidos, mas o sonho permaneceu.
Anos depois, em 2018, ela tentou retomar a preparação. Dessa vez, porém, um problema de saúde enfrentado pela mãe fez com que precisasse interromper novamente os estudos.
Com o passar do tempo, Dalila chegou a questionar se conseguiria realizar o projeto que havia construído desde a juventude.
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Uma rotina desafiadora e a decisão de tentar novamente
Hoje, além da carreira na advocacia, Dalila concilia os estudos com a vida familiar e diversas responsabilidades. É casada, mãe de dois filhos e também cuida da mãe, da casa e dos animais de estimação.
Por isso, durante um período, ela acreditou que talvez a Magistratura não fosse possível para sua realidade.
“Cheguei a pensar em desistir do sonho, que não era para mim, que era impossível eu conseguir estudar com a minha rotina maluca”, conta.

A mudança aconteceu quando decidiu encarar novamente a preparação.
Em fevereiro de 2025, depois de assistir a um vídeo do professor Alexandre Piovesan no Instagram, Dalila iniciou os estudos pelo Magistrar. Foi nesse momento que, segundo ela, percebeu que poderia conciliar a preparação com sua rotina, desde que tivesse disciplina, organização e direcionamento.
“Foi o Magistrar que realmente me ensinou a estudar para concurso e organizar a rotina”, afirma.
Metodologia foi essencial para a aprovação no ENAM 2026.1
Na preparação para o ENAM 2026.1, Dalila destaca a importância de ferramentas que ajudaram a direcionar seus estudos para aquilo que realmente poderia fazer diferença na prova.
Entre os recursos que considera fundamentais estão as imersões, as revisões de véspera, os simulados e o cronograma direcionado aos conteúdos mais cobrados.
Para ela, ter um planejamento estruturado foi determinante para conseguir estudar mesmo diante de uma rotina com múltiplas responsabilidades.
A aprovação no ENAM 2026.1 veio após três participações no exame. Na terceira tentativa, Dalila alcançou 56 acertos e conquistou a habilitação necessária para seguir avançando em seu projeto de ingresso na Magistratura.
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Aprovação representa mais um passo rumo à Magistratura
Para Dalila, a aprovação não significa apenas o resultado de uma prova, mas a confirmação de que um sonho antigo ainda pode ser perseguido mesmo depois de anos de dificuldades, pausas e mudanças na vida.
A advogada passou de uma jovem que trabalhava para ajudar nas despesas da família a uma profissional que administra o próprio escritório, cuida da família e, agora, avança em direção ao objetivo de se tornar magistrada.
Ela também atribui um significado especial à trajetória. Como o sonho da Magistratura sempre esteve presente em sua vida, Dalila passou a enxergá-lo como um propósito.
“Já que cheguei até aqui, creio que o Senhor me sustentará até o fim”, afirma.
A história da aluna do Magistrar reforça que a preparação para concursos jurídicos não precisa seguir uma trajetória linear. Para quem precisa conciliar trabalho, família e outras responsabilidades, organização, constância e direcionamento podem ser decisivos para transformar um sonho antigo em uma conquista concreta.
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