Glauber Elias Facchin é a prova de que às vezes o que falta não é inteligência, mas clareza. Aos 43 anos, procurador municipal de Catanduva/SP, ele já era advogado desde 2012, uma carreira sólida que muita gente teria achado satisfatória. Mas Glauber tinha outro objetivo: magistratura do trabalho. E esse objetivo o manteve estudando para concursos desde sua formação em 2011, passando perto da aprovação inúmeras vezes, até finalmente conseguir com 60 pontos no ENAM 2026.
A jornada até essa aprovação, porém, foi mais sobre desconstrução do que sobre adicionar conhecimento. Glauber tentou o ENAM desde o início, ficando praticamente a um ponto de aprovação em todas as tentativas.
Em 2023, tentou o último concurso unificado da magistratura do trabalho, por conta própria, e não conseguiu. Para alguém que já estudava há mais de uma década, estar tão perto e não conseguir era frustrante. Mas também era um sinal de que algo precisava mudar.
O que estava dando errado?

“Antes do Magistrar eu não tinha um cronograma onde conseguia seguir diariamente e me cobrar quanto a metas de estudos”, conta Glauber.
Ele ficava perdido, não sabia quais matérias estudar cada dia, quais assuntos eram mais prováveis de serem cobrados pela banca, como se organizar.
“Cheguei até a adquirir outros cursos, mas não havia um cronograma diário que pudesse seguir”, explica. Era como navegar sem mapa: conhecimento não faltava, mas direção sim.
Quando foi reprovado no TST, Glauber buscou respostas no YouTube — e encontrou o Magistrar. Viu que Alexandre estava direcionando estudos especificamente para magistratura do trabalho e decidiu que era hora de investir de verdade.
“Conheci pelo YouTube, quando fui reprovado, e decidi adquirir o curso para me aperfeiçoar e aprofundar nas matérias”, lembra.
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Quando ele finalmente se encontrou
Com 6 meses de preparação pela frente antes do ENAM 2026, Glauber montou uma rotina que respeitava seu ritmo: 2 a 4 horas diárias entre vídeos e resoluções de questões. Mas o diferencial não foi a quantidade de horas, foi o método.
“O que foi mais fundamental para mim foram as resoluções de questões e os simulados frequentes”, diz. A lógica era simples: fazer simulado, ver em quais pontos estava indo mal, identificar o assunto específico e assistir à aula correspondente, não o contrário.
Ao invés de passar horas assistindo a aulas e rezar para que caíssem na prova, Glauber deixava os simulados guiarem seus estudos. E funcionou.
“No começo não há uma estabilidade, pois em alguns simulados conseguia ir bem, outros não tão bem, mas ao longo do processo verifiquei que os temas se repetiam”, conta.
Essa repetição virou seu maior aliado: quanto mais via os mesmos temas nos simulados, mais confiança ganhava em cada matéria. E quanto mais identificava um ponto fraco, mais tempo dedicava, focado, não disperso.
O Cérebro Magistrar e o aulão de véspera completaram a equação. A noite anterior à prova, todo o conhecimento tácito virou explícito de novo, aquele resumo da matéria que ele já sabia, mas que precisava reativar na memória.

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O dia da prova
Glauber chegou tranquilo. Não era mais aquele desespero de quem não sabe o que vai cair, ele já tinha visto tudo aquilo dezenas de vezes nos simulados. Passou com 60 pontos.
Naquela noite, conferiu o gabarito pelo YouTube (o extraoficial) e depois o oficial para ter a certeza. Felicidade sim, mas principalmente alívio.
“Fiquei feliz com o resultado e ao mesmo tempo aliviado por eliminar uma das etapas para aprovação na carreira”, explica.
Dez anos de tentativas. Vários ENAMs. Uma reprovação em concurso unificado. E enfim, 60 pontos que significam tanto mais do que um número.

Conselhos e próximos passos
Se pudesse conversar com Glauber de 2023, o que diria? “Eu aconselharia a ter disciplina e constância nos estudos e não desistir”. E para quem está começando agora ou já tentou o ENAM mais de uma vez: “Mantenha o foco no seu objetivo e não desistir, porque no final vale a pena todo o esforço e sacrifício”.
Não é uma frase que ele inventou ontem. É a lição de quem ficou a 1 ponto de aprovação várias vezes, conheceu a amargura da reprovação, mudou de estratégia e finalmente venceu.
Mas a aprovação no ENAM não é o fim da linha. Glauber sabe disso e continua com a mesma disciplina que o trouxe até aqui.
“Atualmente, continuo utilizando o Cérebro Magistrar e focando em aulas específicas para o concurso que eu desejo”, conta.
O método que funcionou uma vez continua sendo sua bússola. Aquele mapa que lhe faltava há dez anos, ele finalmente construiu, e agora sabe como usá-lo. Cada fase que vem pela frente será mais uma oportunidade de aplicar o que aprendeu: clareza, estratégia e constância. Não é sobre correr mais rápido. É sobre saber exatamente para onde ir.


