miniblack cérebro
Início Notícias De vigilante penitenciária à magistratura: a jornada de persistência que levou à aprovação no ENAM

De vigilante penitenciária à magistratura: a jornada de persistência que levou à aprovação no ENAM

Filha de servidor público, Ângela Maria Caetano Silva transformou frustrações em aprendizado e, na terceira tentativa, garantiu a aprovação no ENAM 2026.1

A aprovação no Exame Nacional da Magistratura (ENAM) costuma ser resultado de uma caminhada marcada por constância, disciplina e capacidade de superar obstáculos. A trajetória de Ângela Maria Caetano Silva, de 28 anos, comprova isso.

Natural de Itauçu, no interior de Goiás, e atualmente estagiária de pós-graduação na Defensoria Pública do Estado (DPE-GO), na unidade de Inhumas, ela conquistou a aprovação no ENAM 2026.1 após duas tentativas sem sucesso.

Na terceira participação, alcançou a nota de corte destinada às cotas, com 42 acertos, e deu um importante passo rumo ao sonho de se tornar magistrada.

Sonho inicial era a carreira policial

Filha de servidor público, Ângela cresceu acompanhando a importância do serviço público e, desde cedo, decidiu que seguiria esse caminho profissional.

Ao ingressar na faculdade de Direito, aos 18 anos, seu objetivo era disputar concursos da área de segurança pública, especialmente para o cargo de Delegada de Polícia.

Durante a graduação, acumulou experiências em estágios no Departamento de Licitações da Prefeitura de Itauçu e na SANEAGO, vivências que ampliaram sua visão sobre a administração pública.

Em 2019, conquistou aprovação em um processo seletivo para atuar como Vigilante Penitenciária Temporária na Unidade Prisional de Itauçu, função que exerceu durante cinco anos.

Segundo ela, esse período foi fundamental para desenvolver valores que continuam presentes em sua trajetória.

“Foi um período de muito aprendizado, que contribuiu para meu crescimento profissional e pessoal e fortaleceu valores como responsabilidade, ética e compromisso com a sociedade.”

Reprovações mudaram os rumos da carreira

Ao longo da preparação para concursos, Ângela também foi aprovada no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e em dois concursos públicos.

Ela conquistou uma vaga na Polícia Militar do Estado de São Paulo, mas decidiu não continuar nas etapas seguintes. Também foi aprovada para a Polícia Penal de Goiás, porém acabou sendo eliminada no Teste de Aptidão Física (TAF).

Apesar da frustração, ela afirma que esse momento mudou sua forma de enxergar a própria carreira.

“Embora essa reprovação tenha frustrado meus planos naquele momento, ela também me ensinou que nem sempre o caminho acontece como imaginamos.”

Foi justamente nesse período que familiares e colegas passaram a incentivá-la a conhecer a carreira da magistratura.

Aprovação veio na terceira tentativa do ENAM

O caminho até a aprovação no ENAM também exigiu persistência.

Depois de duas reprovações, Ângela não abandonou o projeto e continuou estudando. Na quinta edição do Exame Nacional da Magistratura, conseguiu a tão sonhada habilitação.

Para ela, o resultado representa muito mais do que um certificado.

“A aprovação no ENAM representa muito mais do que um certificado de habilitação. Ela simboliza a realização de um sonho construído com muito estudo, esforço e fé em Deus, além do apoio da minha família e das pessoas que sempre acreditaram em mim.”

Leia também: ENAM 2026.2: edital previsto para julho; veja projeções de datas e prepare-se!

Revisão de véspera e imersões do Magistrar fizeram a diferença

Durante a preparação, Ângela encontrou no Magistrar uma metodologia que ajudou a elevar seu desempenho. Ela destaca que utilizou praticamente todas as ferramentas disponibilizadas pelo curso, especialmente aquelas voltadas para revisão do conteúdo.

Segundo a aluna, dois recursos foram decisivos para alcançar a nota de corte.

“As ferramentas foram cruciais para que eu conseguisse atingir a nota de corte. Principalmente a revisão de véspera e a imersão.”

Além disso, ela afirma que a metodologia e o comprometimento dos professores contribuíram diretamente para sua aprovação.

Leia também: 4ª Mesa Redonda com aprovados no ENAM acontece nesta terça (14/7): aprenda com quem já passou!

Entrar na Comunidade Lei Seca

Gratuito • Acelere sua aprovação

Atuação na Defensoria fortalece a vocação

Hoje, Ângela atua como estagiária de pós-graduação na Defensoria Pública do Estado de Goiás, na unidade de Inhumas.

A experiência prática tem ampliado sua formação jurídica e permitido contato direto com o trabalho desenvolvido pela instituição na promoção do acesso à Justiça e na defesa dos direitos das pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo ela, cada etapa da caminhada teve importância para seu amadurecimento profissional.

“Aprendi que os objetivos nem sempre são alcançados na primeira tentativa, mas que dedicação, disciplina e perseverança fazem toda a diferença.”

Próximo objetivo é conquistar a magistratura

Com a aprovação no ENAM, Ângela segue focada na preparação para os concursos da magistratura.

Seu maior sonho é conquistar uma vaga no Estado de Goiás, embora reconheça que o concurso local tenha sido realizado recentemente.

Enquanto uma nova oportunidade não surge, ela pretende disputar seleções em outros estados.

“Queria muito aqui em Goiás, muito mesmo. Porém teve um este ano. Agora irei tentar em outros estados.”

A história de Ângela reforça uma das principais lições para quem estuda para concursos públicos: reprovações fazem parte do processo e podem servir como impulso para conquistas ainda maiores. Após mudar de rota, superar frustrações e persistir diante dos desafios, ela transformou o sonho da magistratura em uma meta cada vez mais próxima de se tornar realidade.

Este conteúdo foi útil?

Compartilhe este conteúdo