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Servidora do TRT6, mãe atípica e aprovada no ENAM estudando 2 horas por dia

Raíssa Oliveira de Carvalho Lira retomou os estudos depois de anos afastada, mudou sua metodologia e foi aprovada no ENAM 2026.1 com 57 acertos

Aos 46 anos, depois de anos afastada dos estudos para concursos, três reprovações no Exame Nacional da Magistratura (ENAM) e uma rotina dividida entre trabalho, família e estudos, Raíssa Oliveira de Carvalho Lira conquistou a aprovação no ENAM 2026.1, com 57 acertos.

Servidora do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6) desde 2010, Raíssa decidiu retomar o projeto de ingressar na Magistratura e, após perceber que precisava mudar sua forma de estudar, encontrou na preparação com o Magistrar o direcionamento que buscava.

A aprovação veio poucos meses depois de sua matrícula na Mentoria Magistrar, realizada em novembro de 2025.

Mais do que uma aprovação, o resultado representa a retomada de um projeto que havia ficado adormecido por anos.

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Quem é Raíssa, aprovada no ENAM 2026.1?

Raíssa Oliveira de Carvalho Lira tem 46 anos, é formada em Direito e construiu sua carreira no serviço público.

Após concluir a graduação, entre 1998 e 2002, trabalhou como servidora do Ministério Público da União (MPU) por aproximadamente dois anos. Em 2010, tomou posse no TRT-6, onde permanece até hoje.

Desde 2018, atua como assistente de juíza, elaborando minutas de despachos, decisões e sentenças.

Sua relação com o Direito do Trabalho, inclusive, ganhou um significado especial ao longo da carreira. Durante a faculdade, era justamente essa a disciplina de que menos gostava.

Na prática profissional, porém, acabou descobrindo o encanto pela área e, atualmente, direciona sua preparação para a Magistratura Trabalhista.

Depois de anos sem estudar, ela decidiu recomeçar

Depois de tomar posse como servidora pública, Raíssa interrompeu os estudos voltados para concursos.

O desejo de retomar a preparação surgiu novamente durante a pandemia, em 2020, quando começou a participar de grupos de estudo on-line.

A partir daí, voltou a se aproximar do universo dos concursos e decidiu testar seus conhecimentos.

Em 2023, prestou o II CNU (Concurso Nacional Unificado para Ingresso na Carreira da Magistratura do Trabalho). Superou a fase objetiva e chegou a realizar as provas dissertativa e de sentença, mas acabou reprovada na etapa dissertativa.

A experiência serviu como mais um passo em sua retomada.

Três reprovações no ENAM antes da aprovação

A trajetória até o ENAM 2026.1 também foi marcada por dificuldades.

Raíssa foi reprovada nas edições:

  • ENAM 2024.1;
  • ENAM 2024.2;
  • ENAM 2025.2.

Ela também não realizou o ENAM 2025.1 devido a uma falha no envio da documentação. Depois de sucessivas tentativas, a candidata percebeu que precisava mudar a metodologia.

A reprovação no ENAM 2025.2 foi especialmente importante para essa decisão.

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“Cansei de estudar sem método”

Depois da última reprovação, Raíssa concluiu que continuar estudando da mesma maneira não seria suficiente.

Em novembro de 2025, decidiu se matricular na Mentoria Magistrar. A mudança de metodologia aconteceu poucos meses antes do ENAM 2026.1.

Com uma preparação mais estruturada e um cronograma definido, ela conseguiu direcionar melhor o tempo disponível e manter uma rotina constante de estudos.

Fui reprovada nos ENAMs 2024.1, 2024.2 e 2025.2, não realizei o ENAM 2025.1 por falha no envio da documentação. Depois da última reprovação (2025.2), cansei de estudar sem método e me matriculei na Mentoria Magistrar (novembro/2025), logo em seguida veio a aprovação (2026.1).

O resultado veio no exame seguinte: 57 acertos e aprovação no ENAM 2026.1.

Como ela estudava apenas duas horas por dia?

Um dos pontos que mais chama atenção na preparação de Raíssa é a quantidade de horas disponíveis para estudar.

Durante a semana, sua rotina era de aproximadamente duas horas de estudos por dia, de segunda a sexta-feira. Nos finais de semana, conseguia ampliar a carga para aproximadamente quatro ou cinco horas por dia.

Ou seja, sua preparação precisou se adaptar a uma realidade bastante diferente da de quem consegue dedicar o dia inteiro aos estudos.

Para Raíssa, o segredo foi buscar uma rotina possível de ser mantida.

Em vez de depender de grandes períodos de estudo, ela procurou cumprir o cronograma e preservar a constância.

Conciliar estudos, trabalho e família foi o maior desafio

Além da carreira no TRT-6, Raíssa também precisava conciliar a preparação com a vida familiar.

Casada com Rivaldo, ela é mãe de Olívia, de 14 anos, e Daniel, de 8 anos.

A rotina inclui ainda o acompanhamento das terapias de Daniel (TEA), além das responsabilidades profissionais e domésticas. Por isso, encontrar tempo para estudar foi um dos maiores desafios de sua preparação.

A solução foi organizar os estudos dentro da realidade que tinha disponível.

“O meu grande desafio é conciliar a vida profissional, familiar e estudos, mas tento manter a constância, cumprindo o cronograma definido pelo Cérebro.”

A experiência de Raíssa mostra que a preparação não precisa necessariamente seguir uma rotina idealizada. Para quem trabalha e possui responsabilidades familiares, o mais importante pode ser encontrar um método que permita estudar com regularidade e aproveitar bem o tempo disponível.

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O que mudou depois que ela encontrou um método?

Antes da aprovação, Raíssa já havia demonstrado que tinha conhecimento e capacidade para avançar em concursos. Ela havia superado a fase objetiva do CNU e realizado etapas discursivas.

O que faltava, segundo sua própria percepção, era uma preparação mais organizada. Foi justamente essa constatação que a levou ao Magistrar.

A partir daí, passou a contar com um planejamento mais estruturado e uma rotina de estudos orientada por cronograma.

A aprovação no ENAM 2026.1 veio poucos meses depois.

Para Raíssa, a mudança não esteve necessariamente em aumentar drasticamente a quantidade de horas estudadas, mas em dar mais direção ao tempo que já tinha disponível.

A aprovação no ENAM é apenas o começo

A conquista dos 57 acertos não encerra a preparação de Raíssa.

Atualmente, ela continua estudando por meio do Cérebro Magistrar, mantendo aproximadamente a mesma carga horária semanal e direcionando os esforços para a Magistratura Trabalhista.

O objetivo agora é transformar a aprovação no ENAM em mais um passo rumo à carreira que escolheu.

Sua trajetória deixa uma mensagem especialmente relevante para quem acredita que começou tarde demais ou que não consegue estudar muitas horas por dia.

Raíssa não retomou os estudos aos 20 ou 25 anos. Não tinha uma rotina de dedicação integral. Também não conseguiu a aprovação na primeira tentativa.

Ela voltou a estudar aos 40 e poucos anos, depois de um longo período afastada dos concursos, conciliando uma carreira consolidada, família e outras responsabilidades.

E precisou passar por algumas reprovações até descobrir que precisava mudar a forma de estudar.

Leia também: Como estudar para o ENAM: passo a passo para sua aprovação

De três reprovações a 57 acertos

A história de Raíssa Oliveira de Carvalho Lira é marcada por uma sequência que poderia facilmente ser interpretada como motivo para desistir: anos longe dos estudos, uma reprovação no CNU, três reprovações no ENAM e uma tentativa que sequer chegou a acontecer por um problema documental.

Mas o resultado final foi diferente.

Depois de reconhecer que precisava de método, ela reorganizou sua preparação, manteve uma rotina possível dentro de sua realidade e chegou à aprovação no ENAM 2026.1, com 57 acertos.

Agora, o próximo desafio já está definido: conquistar uma vaga na Magistratura Trabalhista.

Sua história mostra que a aprovação não depende apenas de quanto tempo o candidato tem disponível, mas também de como esse tempo é utilizado.

Para quem precisa conciliar trabalho, família e estudos, a trajetória de Raíssa reforça a importância de estabelecer uma rotina sustentável, manter a constância e contar com uma estratégia capaz de transformar poucas horas disponíveis em preparação de qualidade.

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