Maria Luiza Brito de Oliveira, de 31 anos, conquistou 67 pontos no Exame Nacional da Magistratura (ENAM). Advogada há aproximadamente oito anos, ela concilia a atuação profissional autônoma com os estudos e tem como objetivo ingressar na Magistratura do Trabalho.
A aprovação veio depois de uma trajetória que passou longe de ser linear. Nas primeiras tentativas no ENAM, Maria Luiza permaneceu na faixa dos 53 e 54 pontos. Para avançar, percebeu que não precisava acumular novos materiais, mas mudar a forma como encarava a preparação.
Os 67 pontos representaram para a advogada a confirmação de que um objetivo que durante muito tempo pareceu distante poderia se tornar concreto. Conheça a trajetória de Maria Luiza até a aprovação!
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Da advocacia ao projeto de ingressar na Magistratura do Trabalho
Advogada há cerca de oito anos, Maria Luiza conta que a estabilidade financeira inicialmente pesou na escolha pela carreira pública. Com o tempo, a experiência na advocacia fez com que a magistratura se transformasse em um projeto de vida.
A escolha pela Magistratura do Trabalho também tem relação com a história familiar. Filha de uma mãe que trabalhou como empregada doméstica, cabeleireira e vendedora e de um pai que exerceu atividades braçais, Maria Luiza cresceu acompanhando de perto o esforço dos dois para que ela pudesse estudar e se formar em Direito.

“Aprendi dentro de casa que o trabalho dignifica, transforma e abre caminhos. Por isso, a magistratura do trabalho passou a representar, para mim, uma forma de levar esse ensinamento adiante.”, explica.
Em 2023, ela deu um dos primeiros passos nesse projeto ao prestar o II Concurso Nacional Unificado da Magistratura. Mesmo sem uma preparação estruturada, alcançou 57 pontos na prova objetiva, ficando a apenas três pontos da nota necessária para avançar à segunda fase.
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Quando os estudos deixaram de caber apenas no tempo que sobrava
Ao retomar a preparação de forma mais concreta em julho de 2024, decidiu prestar o ENAM. Nas primeiras edições, Maria Luiza ainda não tinha uma rotina consolidada, alcançou notas na faixa dos 53 e 54 pontos e percebeu que precisaria mudar a forma como vinha conduzindo os estudos.
Para transformar a magistratura em prioridade, ela decidiu reduzir o volume de demandas profissionais, mesmo que isso significasse uma diminuição no retorno financeiro, e passou a organizar a rotina de forma mais consciente.
As manhãs se tornaram o principal período de estudos, dedicado aos conteúdos mais densos, como aulas, Lei Seca, jurisprudência e questões. As tardes ficaram concentradas na advocacia, enquanto as tarefas domésticas passaram a ser distribuídas em pequenos intervalos ao longo do dia. À noite, sempre que possível, Maria Luiza preservava o tempo para estar com a família.
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“Hoje valorizo muito mais a constância do que uma quantidade rígida de horas. Prefiro algumas horas de estudo regular a tentar compensar períodos de ausência com jornadas exaustivas.” comenta.
A preparação também enfrentou um momento particularmente difícil a menos de dois meses da prova, quando Maria Luiza teve crises de ansiedade e recebeu o diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Ela chegou a considerar não fazer o exame, mas decidiu continuar a preparação.
Nesse período, a fé também se tornou um ponto de apoio. Com a reorganização da rotina e uma preparação mais constante, a candidata avançou dos 53 e 54 pontos das primeiras tentativas para 67 pontos no ENAM, cerca de 83% da prova.
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Como o Magistrar ajudou Maria Luiza a chegar aos 67 pontos
Maria Luiza conheceu o Magistrar em 2023, durante a preparação para o II Concurso Nacional Unificado da Magistratura. Na época, ainda estudava de forma pouco estruturada. Quando retomou a preparação para o ENAM, em julho de 2024, passou a acompanhar os conteúdos do canal do YouTube do Magistrar, mas ainda encontrava dificuldades para manter a constância.
A mudança mais significativa veio quando decidiu ingressar na Mentoria Magistrar. Segundo a candidata, até então, a preparação era marcada pela dispersão e pela sensação de que precisava buscar cada vez mais materiais.
“Sem dúvida, o que mais fez diferença foi aprender que eu não precisava de mais materiais; precisava de mais constância, direcionamento e acompanhamento.” desabafa.
A Mentoria Magistrar propõe uma preparação individualizada de acordo com o nível de conhecimento, a rotina e o perfil de aprendizagem de cada candidato. Entre os principais recursos estão:
- Diagnóstico de desempenho: simulados para identificar o nível de preparação e os pontos que precisam de maior atenção
- Planejamento personalizado: cronogramas elaborados de acordo com a rotina e o estágio de preparação do aluno
- Acompanhamento individual: monitoramento da evolução e ajustes no planejamento ao longo da jornada
- Suporte multidisciplinar: acompanhamento psicológico e médico durante o período da Mentoria
- Preparação por carreira: direcionamento específico para ENAM, Magistraturas, MPs, Defensorias, Procuradorias e outras carreiras jurídicas
“O acompanhamento do professor Alexandre também foi muito importante nesse processo. Além do direcionamento individual dos estudos, ele teve um papel fundamental nos momentos em que eu mesma comecei a duvidar se conseguiria continuar.” explica.

Para a candidata, a principal mudança foi compreender que a preparação não precisava ser perfeita, mas sustentável. Com mais direcionamento e constância, ela passou dos 53 e 54 pontos das primeiras tentativas para os 67 pontos que garantiram a aprovação no ENAM.
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Para os concurseiros do ENAM: não espere pela rotina perfeita
Quando se deu conta da aprovação, a primeira reação de Maria Luiza foi analizar as questões que poderia ter acertado e os pontos que ainda precisava melhorar. A dimensão da conquista veio depois.
A comemoração foi mais íntima, marcada pela gratidão à família, às pessoas que acompanharam a preparação e à fé que a sustentou durante o processo. Foi também quando o projeto da magistratura passou a parecer mais próximo: “Talvez eu realmente consiga chegar lá.”
Para quem ainda busca a habilitação no ENAM, Maria Luiza deixa um conselho prático: não esperar pela rotina perfeita. Nos dias em que não consegue cumprir o planejamento, ela procura reservar ao menos 20 minutos para resolver questões e manter o contato com os estudos.
“A constância, mesmo imperfeita, vale muito mais do que períodos curtos de estudo intenso seguidos de longas interrupções.”, aconselha.


